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Moçambique quer experiência de Cuba para formar médicos localmente

Lusa
29-08-2026 08:36h

As autoridades moçambicanas querem usar o conhecimento e a experiência de Cuba para formar médicos localmente, no âmbito da cooperação bilateral, que envolve 300 profissionais cubanos no país, foi hoje anunciado.

“Queremos capitalizar esta presença, os conhecimentos especializados e valências dos médicos cubanos para a formação em Moçambique dos nossos médicos”, disse o diretor-adjunto dos Recursos Humanos do Ministério da Saúde moçambicano, Manuel Macebe, na cerimónia de celebração do 49.º ano de cooperação médica entre os dois países, em Maputo.

Segundo o representante, o país possui três centenas de médicos cubanos a trabalhar em diferentes centros de saúde, destacando que esse número representa, de forma “inequívoca e solidária”, o apoio do Governo de Cuba no combate às doenças que afetam o país.

“Se hoje, mesmo com desafios, somos capazes de responder às necessidades de cuidados de saúde dos moçambicanos é porque tivemos e temos apoio incondicional de Cuba”, reconheceu Macebe, reiterando o agradecimento, sobretudo, pelo apoio que contribui para melhorar a saúde dos moçambicanos.

No evento, que simboliza a cooperação entre Havana e Maputo, uma relação estabelecida por Samora Machel, primeiro Presidente moçambicano, e o seu homólogo cubano, Fidel Castro, após a proclamação da independência de Moçambique, em 25 de junho de 1975, o chefe da missão médica de Cuba em Moçambique, Henry Jiménez, manifestou o interesse do executivo cubano em continuar a apoiar Moçambique no setor da saúde.

“Queremos continuar formando especialistas. Queremos continuar fortalecendo o Sistema Nacional de Saúde em Moçambique. Queremos continuar chegando onde mais se necessita. Queremos continuar salvando vidas”, disse Jiménez, acrescentando que os médicos cubanos desejam também continuar a seguir fielmente os valores aprendidos na sua pátria.

“Seguir defendendo os valores que aprendemos com nossos pais, os nossos maestros e do Fidel [Castro]. Seguir demonstrando que o internacionalismo não é uma palavra, é uma conduta, é uma maneira de viver em representação”, concluiu o chefe da missão médica cubana.

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