A ‘Kids Salvation’, organização brasileira sem fins lucrativos, vai realizar 500 cirurgias plásticas reconstrutivas, entre 14 e 17 de setembro, no Hospital Geral o Lubango, província angolana a Huíla, anunciou hoje a organização.
A iniciativa, realizada em parceria com a Viva Seguros, foi hoje apresentada em Luanda, em conferência de imprensa por César Sousa, presidente do conselho de administração da seguradora angolana, e pela médica brasileira especialista em reconstrução facial, Pollyana Gontijo.
A missão filantrópica integra uma equipa de cerca de 30 profissionais brasileiros, das áreas de cirurgia plástica, dermatologia, odontologia, próteses faciais e outras, que durante três dias vão atender pessoas com sequelas de queimaduras, albinismo, malformações e outras elegíveis mediante avaliação.
O presidente da Viva Seguros, citado pela ANGOP, agência noticiosa angolana, destacou que a cirurgia reconstrutiva pode contribuir não apenas para recuperar funções físicas, mas também para facilitar o regresso de crianças à escola, dos jovens ao mercado de trabalho, bem como promover a integração social das pessoas.
Por sua vez, Pollyana Gontijo frisou que a equipa regressa a Angola após ter estado no país, em 2025, com 21 membros.
Além das cirurgias, a especialista avançou que o objetivo é também capacitar quadros nacionais, para assegurarem o acompanhamento dos pacientes, estando prevista a formação de mais de 200 enfermeiros e cerca de 60 médicos.
Pollyana Gontijo realçou a necessidade de prevenção e de um acompanhamento adequado após um quadro de queimadura, chamando atenção para o perigo de tratamentos caseiros.
A ‘Kids Salvation’ atua em Angola desde 2020, levando assistência médica especializada para crianças em situação de vulnerabilidade, conforme se apresenta a organização na sua página na Internet.
“O nosso trabalho é proporcionar cirurgias plásticas reparadoras, tratamentos dermatológicos, odontológicos, cuidados pediátricos e capacitação de profissionais da saúde, garantindo um impacto significativo na comunidade”, é assinalado.
Desde 2020, à volta de 1.700 intervenções foram já realizadas nas diferentes áreas de atuação.
Com um grande foco em queimaduras, a organização sublinha que “muitas crianças angolanas sofrem esses acidentes dentro de casa e acabam desenvolvendo contraturas severas, perdendo a mobilidade de partes do corpo”.