SAÚDE QUE SE VÊ

Castelo Branco está a preparar uma estratégia para reforçar a saúde no município

LUSA
21-08-2026 13:50h

O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, defendeu hoje, na reunião pública do executivo, a criação de uma “estratégia integrada” para colmatar os problemas da saúde no concelho.

Leopoldo Rodrigues anunciou que está acordado com o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), a elaboração da Estratégia Municipal para a Saúde, “um documento que será trazido à discussão dentro de algum tempo, que pretende olhar a saúde no concelho de Castelo Branco de uma forma cientificamente fundamentada”.

Esse documento também servirá de base para suprir as lacunas já identificadas. “É preciso definir um plano estratégico e estruturado de investimento, que tem de passar pela criação de um novo bloco operatório, que é um aspeto fundamental e crítico no hospital e que é preciso resolver”.

“Mas é também preciso “criar uma nova Unidade de Cuidados Intensivos, que se liga intimamente ao bloco operatório e se liga a um conjunto de investimentos noutras especialidades, que permitirão manter e atrair mais médicos”, sublinhou.

Para a concretização desta estratégia, “é necessária a voz do presidente da câmara, é necessária a voz do executivo, da Assembleia Municipal, mas também da região, através da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa”.

O autarca socialista esclarecia o posicionamento do Município de Castelo Branco, em resposta ao vereador Jorge Pio, do Movimento Sempre Por Todos (PSD/CDS-PP), que também manifestou disponibilidade da oposição para “apresentar propostas construtivas e discutir os assuntos que realmente interessam a Castelo Branco”.

Das reuniões mantidas com o conselho de administração da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB), Leopoldo Rodrigues lamenta não haver mais investimento do Estado na saúde.

“Não é com paliativos, ou seja, não é com medidas pontuais que se resolve o problema. A ULSCB precisa de um olhar atento da ministra da Saúde, precisa de uma intervenção grande por parte do Ministério da Saúde, e precisa que este executivo, mas também a comunidade albicastrense se una em torno do Hospital Amato Lusitano, da ULSCB e da criação de condições para termos mais médicos, mais especialidades”.

Para Leopoldo Rodrigues, é necessário o reforço da ligação à Faculdade de Medicina da Universidade da Beira Interior (sediada na Covilhã), que “é do território, é da Beira Interior” e, portanto, a sua ação também se deve “refletir no Hospital de Castelo Branco e no Hospital da Guarda [para além do da Covilhã], que são os três hospitais servidos pela Faculdade de Medicina da Beira Interior”.

“Temos que olhar o território na sua dimensão, trazer aquilo que são também as responsabilidades destas entidades, porque a Faculdade de Medicina não pode ser apenas a Faculdade de Medicina da Covilhã, tem que ser a Faculdade de Medicina da Beira Interior e tem que estar como tal no território”, concluiu.

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