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Ébola: Subiu para 2.128 o número de mortos na RDCongo - Governo

Lusa
13-08-2026 12:23h

O vírus Ébola já matou 2.128 pessoas desde que a epidemia foi declarada na República Democrática do Congo (RDCongo), em maio, segundo os últimos dados divulgados pelo Governo congolês.

De acordo com o boletim publicado pelo Ministério da Comunicação congolês, com dados recolhidos até 11 de agosto, além da subida no número de mortes, de 2.000 para 2.128 (em dois dias), o número de casos confirmados também subiu no mesmo período, de 4.381 para 4.566.

A taxa de letalidade situa-se atualmente nos 46,6%.

Além disso, 570 doentes encontram-se em "isolamento ou hospitalizados" e 918 pessoas conseguiram recuperar da doença, enquanto a taxa de rastreio de contactos se situa nos 82,4%.

A transmissão continua ativa em cinco províncias congolesas: Ituri (epicentro do surto), Kivu do Norte, Haut-Uélé (leste) e Tshopo (centro-norte), enquanto no Kivu do Sul há 76 dias que não se registam novos casos confirmados.

"A participação da comunidade continua a ser essencial para comunicar rapidamente os alertas, cumprir as medidas preventivas e apoiar os esforços de resposta", acrescentou o ministério.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), na segunda-feira o vírus começou a circular no leste do Congo em fevereiro, embora uma investigação publicada na revista "Science" no final de julho tenha sugerido que as primeiras infeções teriam ocorrido ainda antes, pelo menos em janeiro.

A atual epidemia é já o segundo surto com mais casos registados da história e o maior em termos de infeções na RDCongo, tendo ultrapassado o que também ocorreu na mesma região entre 2018 e 2020, que causou 2.299 mortes de entre 3.481 casos.

Trata-se da 17ª epidemia que afeta a RDCongo e é aquela que apresenta o crescimento mais rápido de contágios em comparação com qualquer outro surto desde a sua declaração, segundo a OMS.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou na quarta-feira que este surto tem o potencial de atingir os números da pior epidemia de Ébola da história, que ocorreu na África Ocidental entre 2014 e 2016 e causou cerca de 11.000 mortos e 28.000 casos.

Após a declaração da epidemia em Ituri, o vírus propagou-se para a vizinha Uganda, país que se declarou "livre do Ébola" a 28 de julho, após registar 20 casos confirmados, incluindo 15 casos considerados importados da RDCongo, entre os quais se contaram duas mortes.

A epidemia está associada à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a OMS.

O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

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