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Banco Árabe apoia redução da mortalidade infantil a Moçambique com 19 ME

Lusa
06-08-2026 19:35h

Moçambique prevê reduzir a mortalidade infantil e melhorar os indicadores de saúde pública com o projeto lançado hoje para construir e apetrechar dois hospitais na província do Niassa, financiado pelo Banco Árabe com 19 milhões de euros.

“Estamos confiantes que, uma vez concluídos, estes hospitais vão também contribuir para reduzir a mortalidade infantil, melhorar os indicadores de saúde pública, aumentar a cobertura de serviços essenciais”, disse Ivan Manhiça, secretário permanente do Ministério da Saúde (Misau), no lançamento, em Maputo, do Projeto de Construção e Apetrechamento dos Hospitais Distritais de Mecanhelas e Ngaúma, na província do Niassa, norte de Moçambique.

Segundo o dirigente, a iniciativa, financiada pelo Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA) e pelo Governo moçambicano em 21 milhões de dólares (19 milhões de euros), representa “mais um passo decisivo” para o país na concretização do direito à saúde para os concidadãos.

Para Ivan Manhiça, as infraestruturas irão também aproximar os cuidados de saúde das populações e complementar a rede sanitária nacional.

“Cada hospital a ser construído vai significar melhores condições de atendimento, maior acesso aos serviços de saúde, redução das distâncias percorridas nos locais onde eles serão implantados, maior capacidade de resposta de todo o sistema de saúde e melhores condições de trabalho para os profissionais que neste momento já trabalham nestes locais em outras condições”, frisou Manhiça.

O secretário permanente do Misau pediu aos participantes daquele evento, incluindo os técnicos e parceiros envolvidos na implementação do projeto, para partilharem a sua experiência de forma a assegurar o sucesso dos empreendimentos, ainda sem data de arranque.

O evento, previsto terminar sexta-feira, inclui, entre outros objetivos, debater e traçar o plano de implementação, procedimentos de aquisição de bens e serviços, contratação de consultorias e mecanismos de gestão e monitorização da iniciativa.

“Estamos cientes que o sucesso desta iniciativa vai depender não só da disponibilidade de recursos financeiros, estes já estão disponíveis, mas também da capacidade de todos nós que estamos aqui em assegurar uma implementação eficiente, transparente e rigorosa do nosso projeto”, acrescentou o governante.

Já o representante do BADEA, Sameh Azzuz, destacou as potencialidades e visão do banco, referindo que esta está assente em quatro pilares, dos quais o investimento em infraestruturas, agricultura e desenvolvimento da cadeia de valor, o desenvolvimento do setor privado e a promoção das micro, pequenas e médias empresas.

Em Moçambique, a instituição, detida por 18 países membros da Liga dos Estados Árabes, financiou, desde 1974, cerca de 62 operações, das quais 34 projetos, 23 doações, uma operação do setor privado, uma operação comercial e três fundos especiais de ajuda árabe para África, segundo o representante.

“A alocação total do BADEA para a República de Moçambique são cerca de 366 milhões de dólares [331 milhões de euros], com um desembolso total distribuído de cerca de 220 milhões de dólares [199 milhões de euros]”, explicou Sameh Azzuz.

O banco foi criado com o objetivo de reforçar a cooperação económica, financeira e técnica entre os países árabes e África, e para a concretização da solidariedade árabe-africana com base na igualdade e na amizade.

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