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Bombeiros de Portalegre alertam para impacto do preço dos combustíveis e risco de protestos

Lusa
23-09-2026 17:57h

O presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Portalegre manifestou-se hoje preocupado com a subida dos preços dos combustíveis e alerta que podem surgir protestos na região, como a recusa de transportes de altas hospitalares.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Portalegre, Manuel Marçal Lopes, reivindica uma resposta mais musculada por parte do Governo para fazer face à tesouraria das corporações.

O dirigente defende uma subida do valor do apoio por litro ao gasóleo profissional, que se situa nos 10 cêntimos, o que considera “manifestamente insuficiente”, uma vez que a “situação complicou-se” nos últimos tempos.

“Em relação aos 10 cêntimos, nós não entendemos, de todo, o valor que transferiram que, em termos médios, só corresponde a 50% daquilo que era a nossa expectativa”, disse.

Manuel Marçal Lopes denuncia ainda que, no âmbito deste apoio, há corporações no distrito de Portalegre que ainda não receberam o valor “referente ao período de abril a junho”.

O dirigente alerta que, “se nada for feito” e se “nada for resolvido”, da parte da federação “existem intenções” de avançar com um protesto, nomeadamente com a paralisação do transporte de altas hospitalares.

“Nós consideramos que, se não causarmos ‘emperros’ no sistema, nunca ninguém nos vai ligar como nunca nos ligaram até hoje sobre este assunto”, lamentou.

Manuel Marçal Lopes acrescentou ainda que “são sensíveis” aos danos que podem vir a causar caso o protesto avance, mas recorda que “não há medida reivindicativa que não cause transtorno”.

O Governo prolongou até ao final do ano o apoio de 10 cêntimos por litro ao gasóleo profissional e reeditou apoios a táxis, bombeiros e setor social, num pacote de 38 milhões de euros para setores mais afetados pelos combustíveis.

“Vamos reeditar este apoio com o objetivo de diminuir o impacto do aumento do custo dos combustíveis”, anunciou no dia 17 deste mês o primeiro-ministro, Luís Montenegro, numa declaração ao país após a reunião do Conselho de Ministros.

As medidas retomam apoios extraordinários que vigoraram entre abril e junho para setores particularmente expostos à subida dos combustíveis, incluindo transportes, táxis, bombeiros e entidades do setor social.

Dos 38 milhões de euros aprovados, 30 milhões de euros destinam-se ao transporte de mercadorias e pronto-socorro, com apoios entre 118,20 euros e 457,80 euros por veículo, consoante o peso bruto.

Para o transporte público rodoviário de passageiros estão previstos 5 milhões de euros, correspondentes a um apoio de 420 euros por autocarro.

Os restantes 3 milhões de euros destinam-se aos táxis, bombeiros e setor social.

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