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Unidades móveis de saúde reforçam cobertura em sete concelhos do Médio Tejo

Lusa
23-09-2026 16:06h

As unidades móveis de saúde da ULS Médio Tejo realizaram 1.169 consultas de enfermagem desde fevereiro e estão a reforçar as rotas em quatro concelhos, completando progressivamente a cobertura dos sete municípios inicialmente previstos.

“Não basta esperar que as pessoas cheguem aos serviços: temos também de criar respostas capazes de chegar a quem vive mais longe, tem menos mobilidade ou enfrenta maiores dificuldades de acesso”, afirmou hoje à Lusa o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Médio Tejo, Casimiro Ramos.

Depois do início da atividade em Alcanena, Tomar e Torres Novas, a resposta foi alargada e consolidada em Abrantes, Mação, Sardoal e Vila de Rei, municípios dos distritos de Santarém e Castelo Branco abrangidos pelo projeto financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Em Mação, onde a resposta foi sendo ampliada desde fevereiro, na sequência dos efeitos das tempestades, foram realizadas 702 das 1.169 consultas de enfermagem contabilizadas pela ULS desde o lançamento do projeto.

A cobertura no concelho começou em 02 de fevereiro no polo de Amêndoa e em Cardigos, tendo este último funcionado até 17 de abril. Vale de Cardigos passou a integrar a rota em 06 de maio e a sede do concelho em 01 de julho.

Atualmente, às quartas-feiras, a unidade móvel passa por Vale de Cardigos entre as 11:30 e as 12:30 e por Amêndoa entre as 14:00 e as 16:00.

Em Abrantes, a nova rota abrange Fontes, Martinchel, Vale das Mós e São Facundo, com passagens às segundas e sextas-feiras, enquanto em Vila de Rei a resposta funciona às terças-feiras em 10 localidades, segundo programação articulada com a autarquia.

No concelho de Sardoal, a rota está ainda a ser ultimada em articulação com a Câmara Municipal.

As unidades móveis prestam cuidados de enfermagem, acompanham pessoas com doença crónica, nomeadamente diabetes e hipertensão, realizam tratamentos, vacinação, rastreios, administração de injetáveis e avaliação de parâmetros clínicos.

As equipas podem ainda identificar situações de dependência ou outras necessidades de saúde e sociais e encaminhar os utentes para outros profissionais e serviços, podendo recorrer a teleconsulta médica sempre que clinicamente necessário e tecnicamente possível.

Casimiro Ramos sublinhou que as unidades “não substituem o médico de família nem as unidades de saúde”, mas complementam a resposta existente e permitem identificar mais cedo necessidades que poderiam ficar sem resposta.

Entre janeiro e agosto, os Cuidados de Saúde Primários da ULS Médio Tejo realizaram 380.492 consultas médicas, mais 1,7% do que no período homólogo de 2025, e 213.299 contactos de enfermagem, também mais 1,7%.

No mesmo período, foram registadas 19.644 consultas de outros profissionais de saúde, mais 10,3%, enquanto a atividade domiciliária aumentou 20,7% nos atos médicos e 7,8% nos de enfermagem, num total próximo de 30 mil intervenções.

A ULS Médio Tejo gere três hospitais, em Abrantes, Tomar e Torres Novas, e 35 unidades de cuidados de saúde primários, dando resposta direta a cerca de 170 mil utentes em 11 concelhos dos distritos de Santarém e Castelo Branco.

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