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Calor: Lisboa tem dois pavilhões preparados para abrigo temporário de população mais vulnerável

LUSA
01-07-2026 18:32h

A Câmara de Lisboa preparou o Pavilhão Casal Vistoso, no Areeiro, e o Pavilhão Manuel Castelo Branco, em São Vicente, para funcionarem, em caso de necessidade, como abrigos temporários para a população mais vulnerável face à onda de calor.

Estes dois pavilhões estão preparados para abrir em resposta à previsão de tempo quente, mas só serão abertos se tal se revelar necessário, estando a operacionalização destes espaços a ser feita em estreita articulação com a Direção-Geral da Saúde, informou à agência Lusa fonte da Câmara Municipal de Lisboa (CML), presidida por Carlos Moedas (PSD).

 
A medida surge após a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, ter anunciado hoje, numa conferência de imprensa sobre o plano da saúde para as ondas de calor, que os municípios estavam a identificar locais de abrigo temporário climatizados.

A governante disse que esses abrigos poderão ser ativados sempre que a situação climatérica o justifique, para acolher pessoas mais vulneráveis às temperaturas elevadas previstas para os próximos dias.

Além destes dois pavilhões, três estações do Metropolitano de Lisboa, nomeadamente Oriente, Rossio e Santa Apolónia, vão estar abertas fora do horário de funcionamento, a partir de hoje, "para garantir áreas mais frescas durante a noite para a população em situação de sem-abrigo".

Em condições normais, o Metropolitano está aberto das 06:30 às 01:00, todos os dias, incluindo fins de semana e feriados.

De acordo com a CML, estas medidas foram decididas em resposta à previsão de tempo quente, tendo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitido aviso vermelho para o distrito de Lisboa, a partir de quinta-feira e até, pelo menos, sexta-feira, período em que se prevê a persistência de valores muito elevados das temperaturas máxima e mínima.

O aviso vermelho é o mais grave e surge numa altura em que se prevê que as temperaturas máximas possam chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e as mínimas fiquem entre os 24 ºC e os 28 ºC.

A agência Lusa questionou a CML sobre se será interditado o Parque Florestal de Monsanto, tendo fonte oficial do município afirmado que, "para já, não".

"A CML está a acompanhar e a monitorizar em contínuo a situação meteorológica, em estreita articulação com os serviços e com as entidades nacionais, e continuará a emitir informações sempre que necessário", adiantou a autarquia.

Em julho de 2022, o Parque Florestal de Monsanto foi interditado depois de o Governo ter decretado situação de alerta de incêndios, que inclui a "proibição do acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais".

Em resposta à Lusa, a CML indicou que, quando se preveem condições meteorológicas adversas associadas a tempo quente, com perigo direto para a saúde, risco acrescido para a população mais vulnerável e aumento do perigo de incêndio rural, são implementadas várias medidas, através do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC), desde a elevação do grau de prontidão e resposta operacional da Polícia Municipal e do Regimento de Sapadores Bombeiros até ao reforço da informação e sensibilização dos concessionários e utentes do Parque Florestal de Monsanto.

Relativamente a refúgios climáticos na cidade, a autarquia realçou a disponibilização de jardins, parques, espaços verdes e equipamentos culturais, "onde é possível encontrar ambientes mais frescos e confortáveis", apontando como exemplos o Parque Florestal de Monsanto e o Parque Urbano Gonçalo Ribeiro Telles, assim como a Biblioteca do Palácio Galveias, o MUDE, Museu do Design, e o Cinema São Jorge.

"A utilização destes espaços contribui para uma vivência mais segura dos períodos de calor intenso, promovendo simultaneamente o contacto com a natureza, a valorização do património verde da cidade e a adoção de comportamentos mais resilientes face aos desafios climáticos", indicou a autarquia.

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