A nova Unidade de Ambulatório de Medicina Interna (UAMI) do Hospital de Ponta Delgada foi hoje inaugurada com o objetivo de retirar pressão à urgência e ao internamento, indicou a coordenadora, a médica Patrícia Aranha.
Em declarações aos jornalistas, Patrícia Aranha afirmou que o serviço foi “pensado sobretudo para humanizar cuidados” e também com o objetivo de “descongestionar a urgência, que no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) é muito pesada, e também o internamento, poupando-se vagas”.
A coordenadora da UAMI disse ainda que o serviço “foi criado a pensar nos doentes que carecem de atendimento hospitalar, mas que têm estabilidade clínica e condições para o fazer em ambulatório”.
A UAMI tem capacidade para seis doentes, que ficarão no serviço num período inferior a oito horas, sob vigilância médica e de enfermagem.
Patrícia Aranha refere como valências da UAMI o hospital de dia, nos mesmos moldes que já existia no HDES, com uma área de tratamento para terapêutica endovenosa e para procedimentos hospitalares, como biopsias, agora “com capacidade reforçada”.
A novidade é a reavaliação pós-urgência, que “pode ser feita de forma muito célere”, o que “permite altas do serviço de urgência um pouco mais precoces”, com a “salvaguarda que há uma reavaliação e que os doentes não vão para casa com a insegurança se vai correr bem ou mal ou quando vai ser reavaliado”.
Patrícia Aranha identificou como outra vantagem a "avaliação pós-internamento pontual e rápida, que poderá permitir altas mais precoces e o regresso mais rápido a casa”.
Existe ainda a “consulta de diagnóstico rápido para doentes em estabilidade clínica, mas que se suspeita de malignidade ou doenças que possam pôr em causa a sua vida”, contando-se com outras especialidades do HDES.
“Os doentes farão no âmbito dessa consulta, e continuando em casa, os exames com a prioridade como se estivessem internados”, afirmou a médica.
Para a responsável, trata-se de uma “estrutura moderna que vai ao encontro do que já se faz a nível nacional e em termos europeus”, sendo que “qualquer serviço vai crescer por essa valência de ambulatório”.
A médica adiantou que “a cirurgia de ambulatório tem dado um passo enorme nos últimos anos” e “as especialidades médicas também o têm feito”.
De acordo com Patrícia Aranha, “não são precisas mais camas se isto funcionar bem e houver adesão da população a este tratamento ambulatório”, sendo que, se houver uma boa taxa de ocupação, “pretende-se alargar das atuais oito horas a carga horária para um cenário pós-laboral e, eventualmente fins de semana.