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ONU e BAD assinam parceria para tornar saúde materna e demografia pilares económicos de África

LUSA
26-05-2026 10:11h

O Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciaram hoje uma parceria para tornar a saúde materna e a resiliência demografia como pilares da transformação económica de África.

O anúncio foi feito à margem da reunião anual do BAD que arranca hoje na capital da República do Congo, acolhendo mais de 3.000 mil pessoas de 81 delegações que conta com vários chefes de Estado e de Governo africanos, juntamente com ministros e governadores de bancos centrais, incluído de países africanos lusófonos.

"Uma oportunidade imensa está ao alcance de África se fizermos investimentos estratégicos nas mulheres e nos jovens”, disse a diretora-executiva adjunta do UNFPA, Diene Keita, numa conferência de imprensa conjunta com o presidente do BAD, Sidi Ould Tah.

De acordo com este órgão das Nações Unidas, o acordo enquadra o investimento na saúde materna não apenas como uma questão de saúde, mas também como um investimento no crescimento económico, produtividade, resiliência e desenvolvimento do capital humano, “para permitir que os países de todo o continente aproveitem o seu dividendo demográfico”.

Apesar dos progressos no continente em reduzir a mortalidade materna, existem ainda desafios no que diz respeito ao acesso desigual a serviços de saúde de qualidade e ao financiamento.

Agora, as duas instituições vão desenvolver mecanismos de financiamento e implementação para “desbloquear o investimento nas mulheres e nos jovens como motores do crescimento de África”, enfatizou o UNFPA.

A missão passa por investir na modernização digital dos funcionários de saúde, no reforço dos sistemas de contratação pública locais, na modernização de infraestruturas de saúde resilientes ao clima no e apoio à digitalização dos sistemas de informação de saúde.

“O progresso económico para África só é possível se priorizarmos a saúde das mulheres e resolvermos um dos desafios de desenvolvimento mais prementes do continente: as mortes maternas evitáveis", afirmou Diene Keita.

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