A obra do Centro de Saúde de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, vai arrancar, com previsão de novas medidas de financiamento, à semelhança da área da educação, por falha nos prazos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
“Não vai ser cumprido o prazo do PRR, mas as negociações que temos tido ao nível do Governo Central, mas também com a CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] do Centro, nomeadamente ao nível da saúde, [apontam para] novas medidas de financiamento para estes projetos que não foram possíveis cumprir com os prazos PRR”, disse à agência Lusa a presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova.
Segundo Liliana Pimentel, o financiamento poderá ser através do Banco Europeu de Investimento (BEI), como é o caso da educação, “ou outro mecanismo, nomeadamente o PTRR [Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência]”.
“Tem de se avaliar. Essa garantia foi-nos dada pelas instituições suprarregionais e supranacionais”, disse.
As obras do Centro de Saúde, candidatas aos fundos do PRR, foram anunciadas pelo anterior executivo do município de Condeixa-a-Nova, num investimento de cerca de dois milhões de euros.
Segundo Liliana Pimentel, eleita pelo movimento Condeixa Novos Caminhos (CNC), o anterior executivo “não avançou com todos os procedimentos, vieram as eleições” e o processo atrasou.
As obras irão começar assim que esteja concluída a desocupação completa do edifício de Centro de Saúde, por solicitação da empresa a quem foi adjudicada a obra, o que está previsto para o final do mês.
Os serviços do Centro de Saúde serão transferidos provisoriamente para as instalações da Casa de Saúde Rainha Santa Isabel.
Com um prazo de execução de nove meses, a intervenção visa aumentar a eficiência energética da infraestrutura e a construção de salas anexas.
De acordo com Liliana Pimentel, a nova direção da Unidade Local de Saúde de Coimbra propôs mais salas para que o Centro de Saúde possa acolher novas valências médicas, como saúde oral e sala de diagnósticos raio X e análises clínicas.
“Foi do nosso agrado. Tivemos de reescrever outra vez o projeto, o que veio a atrasar a execução da obra”, referiu.
No caso da obra da Escola Secundária Fernando Namora, também candidata ao PRR, Liliana Pimental disse que não será concluída dentro do prazo do programa e o financiamento será através de um mecanismo do Estado com o BEI.
“Está a ser negociado pelo Governo e pelas comunidades intermunicipais para estas obras de maior dimensão, com as mesmas condições para as autarquias”, referiu.
A empreitada foi adjudicada por ajuste direto, por ter ficado “vazio o procedimento”, num investimento de oito milhões de euros.
As obras começam em 15 de junho e têm um prazo de execução de 24 meses.