O parlamento aprovou hoje, por unanimidade, votos de saudação apresentados pelo presidente da Assembleia da República pelo Dia Mundial da Língua Portuguesa, assinalado na terça-feira, e pelos cem anos da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal.
No que respeita ao Dia Mundial da Língua Portuguesa, no texto proposto por José Pedro Aguiar-Branco, salienta-se que o português, “com quase 300 milhões de falantes em todos os continentes”, é atualmente “o quinto idioma mais falado no mundo e o terceiro mais expressivo no hemisfério ocidental”.
“Constitui, deste modo, um dos mais relevantes ativos estratégicos do nosso país e um instrumento diplomático de largo alcance. Língua antiga, nascida de raízes latinas, o português acentua a nossa pertença cultural e civilizacional europeia. Retém, ao mesmo tempo, marcas indeléveis de encontro com outros povos, culturas e mundividências, que também influenciaram a identidade nacional”, realça-se ainda no voto de saudação do presidente da Assembleia da República.
No voto, refere-se ainda que, “ao longo dos séculos, o português foi celebrado, cantado, escrito e dito por incontáveis artistas, pensadores e líderes”.
“Escritores, poetas e letristas dilataram-lhe as fronteiras lexicais e sintáticas, contribuindo assim para alargar a nossa autocompreensão coletiva. A sua projeção global e contemporânea tornam-no numa língua viva, dando pleno cumprimento às palavras de Pessoa: a minha pátria é a língua portuguesa”, acrescenta-se.
Num segundo voto, relativa aos cem anos da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), refere-se que foi criada pelo médico Ernesto Galeão Roma, “que foi influenciado pelas boas práticas diabetológicas nos Estados Unidos”.
“A APDP rapidamente se afirmou como uma organização pioneira, tanto a nível nacional como internacional. Prestou um relevante contributo na literacia pública sobre a diabetes, assim como na prevenção, tratamento e acompanhamento dos doentes, contribuindo para a sua integração social e qualidade de vida”, defende-se no texto proposto por José Pedro Aguiar-Branco.
No voto, realça-se também que a associação conta com uma equipa multidisciplinar com mais de 130 especialistas, possui 28 mil associados e apoia diariamente cerca de 300 pessoas.
“Tem-se distinguido, ao longo deste século de atividade, pela excelência dos cuidados prestados, pela inovação científica, pela formação de profissionais de saúde e pela intensa campanha de sensibilização da sociedade para esta doença crónica, que afeta hoje mais de um milhão de portugueses”, frisa o presidente da Assembleia da República.