O resultado líquido da ADSE caiu 18,8%, para 109 milhões de euros, em 2025 face a 2024, registando o valor mais baixo desde 2019, segundo dados divulgados pelo subsistema de saúde dos funcionários públicos.
Em comunicado, a ADSE – Instituto Público de Gestão Participada reporta ainda um saldo orçamental de 171,5 milhões de euros no ano passado e uma subida do número de beneficiários em cerca de 34.000.
Em 2025, destaca ainda “um aumento da utilização do regime convencionado, com mais 24.117 beneficiários face ao ano anterior (+2,6%), e um custo médio por beneficiário de 617,81 euros, refletindo as melhorias introduzidas nas tabelas e no acesso aos cuidados”.
“Estes resultados evidenciam a sustentabilidade financeira deste subsistema, o que lhe tem permitido alargar o acesso aos cuidados de saúde e acelerar a modernização digital dos seus serviços”, lê-se no comunicado, que destaca o “contexto de exigência crescente sobre o Sistema Nacional de Saúde [SNS]”.
Entre as alterações feitas às tabelas, a ADSE destaca a introdução do copagamento máximo de 500 euros em cirurgias no regime convencionado, medida que diz ter beneficiado 23.143 utentes e gerado uma poupança global superior a 16 milhões de euros, correspondendo a cerca de 704 euros por beneficiário.
Segundo refere, a atualização do preço das consultas no regime convencionado “contribuiu para o alargamento da rede de prestadores e para o aumento do acesso”, tendo-se registado em 2025 um crescimento de 14,9% no número de consultas realizadas e de 10,3% nos locais de prestação abrangidos.
Já a rede de prestadores “continuou a expandir-se, atingindo 1.543 entidades convencionadas e 3.436 locais de prestação”, enquanto o número de médicos associados às convenções ADSE aumentou para 16.838, mais 950 do que no final de 2024.
Ao nível da modernização e digitalização, a ADSE diz ter consolidado em 2025 o Processamento Automático de Faturas (PAF), com 822.818 faturas submetidas nesse ano.
“Destas, 72% permitiram codificação de atos médicos e 85,9% foram processadas e aprovadas automaticamente, sem necessidade de intervenção humana, evidenciando ganhos de eficiência e rapidez”, detalha.
Já no âmbito do controlo interno e de situações de abuso e de desperdício no financiamento de cuidados de saúde, a ADSE dá conta de um reforço dos seus mecanismos de prevenção e auditoria, resultando em 2025 num aumento homólogo de 75,5% no número de auditorias realizadas a prestadores e beneficiários.