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Detida e expulsa enfermeira por maus tratos e cobranças ilícitas em Moçambique

Lusa
28-04-2026 14:43h

Uma enfermeira dos cuidados materno-infantis foi expulsa do Sistema Nacional de Saúde e detida na província de Nampula, no norte de Moçambique, por cobranças ilícitas e mau atendimento a parturientes, disse a diretora dos Serviços Provinciais de Saúde.

"Foi presa uma enfermeira de saúde materna infantil. Teve um mandado de busca e apreensão e foi presa, (...) porque tomamos medidas", disse Selma Xavier, diretora dos Serviços Provinciais de Saúde em Nampula, citada hoje pela comunicação social.

Segundo a responsável, a enfermeira, acusada de exigir pagamentos às parturientes e de tratamento inadequado, também enfrentou um processo disciplinar que culminou com a sua expulsão do Sistema Nacional de Saúde.

"Enquanto nós tivermos provas de que esses atos estão a acontecer, nós podemos agir. Mas precisamos sempre que nos sejam informados os nomes das pessoas que estejam a protagonizar qualquer tipo deste ato de mau atendimento e cobrança ilícita", referiu Selma Xavier, apelando para a denúncia deste tipo de crimes às autoridades provinciais de saúde.

Em 04 de dezembro, o ministro da Saúde, Ussene Isse, anunciou que o setor da saúde expulsou 65 profissionais e demitiu 48 trabalhadores nos últimos dois anos, na sequência de práticas consideradas graves, como mau atendimento hospitalar e cobranças ilícitas.

De acordo com o ministro, foram instaurados 458 processos disciplinares entre 2023 e 2025, numa ação que visava reforçar a ética e a responsabilização no serviço público de saúde.

“Só nos últimos dois anos foram instaurados 458 processos disciplinares. Sessenta e cinco colegas foram expulsos e mais de 48 demitidos por causa destas práticas. Se cada um contribuir com a sua vigilância, juntos podemos ter um país mais saudável”, disse o governante.

“Damos a mão à palmatória. Temos este desafio das cobranças ilícitas e dos maus-tratos. Mas estamos a trabalhar seriamente nesta componente. Precisamos de identificar o rosto do problema e, para isso, apelamos à colaboração de todos”, concluiu Ussene Isse.

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