O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) anunciou hoje um reforço do número de ambulâncias de socorro operadas por bombeiros na cidade de Lisboa, que passarão das atuais seis para 18 até final de abril.
Fonte do instituto adiantou à Lusa que, a partir de hoje, vai ser reforçada “de forma significativa a capacidade de resposta na cidade de Lisboa com a abertura de novos Postos de Emergência Médica (PEM), sediados em corpos de bombeiros voluntários”.
Os PEM são ambulâncias de socorro, integradas no Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), que é gerido pelo INEM em parceria com os bombeiros e com a Cruz Vermelha Portuguesa.
“Numa primeira fase serão ativados 12 postos, com entrada em funcionamento a partir da meia-noite de hoje, estando prevista a expansão progressiva para 18 postos até ao final do mês de abril”, adiantou a mesma fonte.
Segundo o INEM, este reforço insere-se numa estratégia de reorganização dos meios de suporte básico de vida (SBV), orientada para aproximar a resposta das populações, aumentar a cobertura territorial e reduzir os tempos de chegada ao local das ocorrências.
A disponibilização de mais ambulâncias permitirá uma “maior capilaridade do dispositivo de emergência médica”, assegurando uma presença mais próxima em zonas urbanas densas e potenciando uma resposta mais rápida e eficaz, salientou o instituto, adiantando que os estes PEM vão funcionar em articulação direta com o INEM, garantindo uma resposta coordenada.
De acordo com o INEM, um dos aspetos que considerou estruturantes desta medida é a integração de postos que atualmente funcionavam como “reserva” num modelo de financiamento estável, baseado num subsídio fixo pago pelo instituto.
“Esta alteração permitirá constituir equipas permanentes, reforçar a prontidão operacional e assegurar maior previsibilidade na gestão de recursos”, referiu ainda o instituto, avançando que as ambulâncias passarão a ser acionadas diretamente pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), substituindo o modelo anterior.
“Esta mudança permitirá uma gestão mais ágil e eficiente dos meios disponíveis, reduzindo intermediários no processo de despacho” dos meios para os locais da ocorrência, salientou.
Paralelamente ao reforço de ambulâncias, o INEM vai proceder a ajustes no dispositivo de ambulâncias de emergência médica (AEM), adequando a sua distribuição e horários à disponibilidade de recursos humanos e à atividade operacional registada.
Numa reação à Lusa, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) considerou que a medida apenas representa uma reclassificação das ambulâncias de reserva dos parceiros do INEM, que “mais não é que alterar o modelo de financiamento em benefício das entidades detentoras” dessas viaturas.
“Tratando-se apenas de uma medida de cosmética de alteração do nome das ambulâncias, não irá aumentar o número de ambulâncias no sistema, logo não contribuirá para reduzir a pressão no SIEM”, alertou Rui Lázaro.
O INEM adiantou também que foram abertos dois concursos para a constituição de uma reserva de recrutamento na categoria de enfermeiro, num total de 83 postos de trabalho, reforçando a capacidade de resposta do sistema de emergência médica.