A primeira-ministra moçambicana pediu hoje para que o Hospital Central de Maputo (HCM), a maior unidade sanitária do país, garanta atendimento condigno e humanizado, apelando à nova diretora boa gestão dos recursos humanos, materiais e financeiros.
Ao conferir posse à nova diretora do HCM, Maria Benvinda Levi disse que Farida Urci “é convocada a aprimorar os mecanismos de planificação, gestão e funcionamento de todos serviços do hospital para garantir um atendimento condigno, humanizado e com padrões de qualidade”.
Neste sentido, a governante exigiu da nova direção melhor gestão dos recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos disponíveis, apelando ao fortalecimento dos mecanismos de coordenação com outras unidades sanitárias e instituições do Serviço Nacional de Saúde para salvar mais vidas.
Levi lembrou que o HCM é a mais antiga instituição de prestação de serviços de saúde no país e é igualmente o principal centro de formação e de especialização médica, defendendo ser, por isso, uma referência na indução e aprofundamento de aspetos éticos e deontológicos, exigindo que eleve os valores, responsabilidade, competências e habilidades técnicas dos médicos e profissionais de saúde no bem servir aos cidadãos.
É por isso que, disse a ministra, “a crescente procura por serviços de saúde especializados, de qualidade e humanizados, aliada às exigências e escrutínio cada vez mais ativo da sociedade pressupõe uma resposta à altura destes desafios por parte dos gestores e demais colaboradores do Hospital Central de Maputo e, já agora, de todo o Sistema Nacional de Saúde”, pedindo, neste sentido, ações concretas para melhorar o atendimento.
Em declarações aos jornalistas após a posse, Farida Urci disse que vai agir para assegurar um funcionamento hospitalar com base na ética, deontologia profissionais e segurança do paciente.
“Agora vamos tentar ver se conseguimos melhorar ainda mais a qualidade do atendimento dos nossos pacientes. Com os custos que a gente tem é possível ter muitas mudanças com os poucos recursos que temos, [que] não dependem apenas do orçamento, é possível mudar o comportamento das pessoas”, disse a nova diretora do HCM.
Na mesma cerimónia, Maria Benvinda Levi deu posse a Lúcia da Cruz como diretora-geral do Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural (FAR), em que pediu para que dinamize a produção agrária, tornando a agricultura na base da “soberania alimentar” dos moçambicanos.
“Neste prisma, o FAR é desafiado a intensificar a promoção do financiamento agrário, através da mobilização de linhas de crédito ajustadas aos ciclos produtivos, em especial do setor familiar, da criação de mecanismos de garantia e seguros agrários e da promoção de uma cultura de cumprimento e recuperação de crédito, assegurando a sustentabilidade financeira desta instituição”, indicou a primeira-ministra.
Levi exigiu à nova diretora para melhorar as condições que facilitem o acesso a insumos de qualidade, à mecanização agrária adequada e à transferência de tecnologias apropriadas à realidade de Moçambique, pedindo ainda que este setor desenvolva estratégias que garantam a transição sustentável de uma abordagem de simples distribuição de insumos para uma progressiva comparticipação dos produtores.
“O fomento agrário deve ser sustentado por uma governação assente na transparência, em critérios claros de seleção dos beneficiários, na monitoria rigorosa e numa cultura institucional orientada para resultados mensuráveis, de modo a assegurar o aumento da produção e produtividade, bem como o fornecimento de matéria-prima a indústria nacional”, disse Levi.
A empossada, Lúcia da Cruz, disse na ocasião que vai massificar as linhas de crédito de forma inclusiva, transformando o potencial do setor em rendimento e benefícios para os agricultores.