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Flotilha espanhola "Rumbo a Cuba" parte em maio para Havana com ajuda para a ilha

Lusa
19-03-2026 14:20h

Uma flotilha humanitária espanhola chamada “Rumbo a Cuba” anunciou hoje que prevê partir em maio para a ilha com equipamento fotovoltaico destinado a hospitais, auxiliando o país sob embargo petrolífero dos Estados Unidos.

A iniciativa, apresentada às portas do Congresso dos Deputados (câmara baixa do parlamento espanhol), em Madrid, é impulsionada por organizações sociais, sindicais e políticas espanholas de diferentes áreas, e está aberta a quem quiser aderir.

A frota em si, a bordo do veleiro "Astral" da Open Arms, será simbólica, disse aos jornalistas o fundador e diretor dessa organização não-governamental (ONG), Óscar Camps.

A maioria da ajuda humanitária deverá partir do México, destinando-se a reforçar a resiliência energética das instituições de saúde cubanas e, em particular, do Hospital Pediátrico Juan Manuel Márquez, em Havana.

Embora esteja previsto que o navio parta de Barcelona, ainda não foram definidos nem o itinerário, nem a data de partida.

 “Tanto em Cuba como em Gaza, estamos a ver como as consequências dos bloqueios desumanos são pagas pelo povo com o seu bem-estar, com a sua saúde e com as suas vidas. Por isso, tal como nos envolvemos na flotilha Global Sumud de Gaza, a Open Arms junta-se à iniciativa 'Rumbo a Cuba' com a ideia de contribuir com a nossa experiência em missões humanitárias internacionais para ajudar a quebrar o bloqueio sobre a ilha”, disse Camps.

Na quarta-feira chegou a Havana a primeira missão do "Comboio Nuestra América" com cerca de cinco toneladas de material médico.

O grupo era composto por 120 representantes de 19 países, 50 associações e coletivos, 13 movimentos políticos e sindicatos, e quatro eurodeputados, com suprimentos provenientes de Roma e Milão, afirmou a Internacional Progressista, organização que coordena a iniciativa.

Cuba tem enfrentado uma crise humanitária provocada pelo embargo petrolífero imposto por Washington, que suspendeu a comercialização de petróleo venezuelano após a captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, também ameaçou aplicar tarifas a todos os países que vendessem petróleo à ilha e tem ameaçado repetidamente derrubar o Governo cubano e tomar o país.

O "Comboio Nuestra América" tinha indicado num comunicado anterior que seriam enviadas para a ilha até 21 de março mais de 20 toneladas em ajuda por via marítima e aérea.

Segundo o comunicado, as ajudas incluem mais de 500 mil dólares (cerca de 434 mil euros ao câmbio atual) em painéis solares e geradores para apoiar hospitais, 400 mil dólares (347 mil euros) em itens como produtos de nutrição infantil e mais 23 mil dólares (20 mil euros) em medicação para doentes com cancro.

Ativistas de organizações como a agência italiana para o Intercâmbio Cultural e Económico com Cuba referiram que estava a ser organizada uma nova missão em maio e a preparação de contentores que partirão por mar para a ilha caribenha para transportar o material.

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