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Instituto Ricardo Jorge e ULS Santa Maria firmam acordo para projetos conjuntos de investigação

Lusa
11-03-2026 17:40h

O Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge e a ULS Santa Maria assinaram hoje um acordo para projetos conjuntos de investigação, inovação e formação avançada, permitindo diagnósticos mais precoces e tratamentos mais eficazes e personalizados.

O memorando de entendimento prevê o desenvolvimento de iniciativas conjuntas em áreas emergentes das ciências biomédicas, incluindo genómica, farmacogenómica, biologia molecular e outras abordagens associadas à medicina de precisão, com impacto na melhoria do diagnóstico, da prevenção e da resposta terapêutica em saúde.

Na cerimónia de assinatura do memorando, o presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) Santa Maria, Carlos Neves Martins, afirmou que o acordo “reforça as melhores práticas científicas e tecnológicas disponíveis no Serviço Nacional de Saúde, em prol da investigação e, sobretudo, ao serviço do doente”.

Neste contexto, o responsável avançou que, ainda este ano, o serviço de genética será relocalizado para o edifício Ramir Ávila, no Campus Pulido Valente, proporcionando condições de trabalho de padrão internacional e capacidade de crescimento na próxima década.

“A cinco minutos de distância do Instituto Ricardo Jorge (INSA), ficaremos ainda mais unidos”, comentou Carlos Neves Martins, sublinhando que este memorando é “uma ferramenta inovadora” que permite assumir o futuro: A medicina de precisão e a genómica.

“Também nesta área assumimos a responsabilidade, em parceria com o INSA, de contribuirmos para o crescimento e desenvolvimento do tratamento personalizado, do diagnóstico mais preciso, da prevenção da doença, do desenvolvimento de novas terapêuticas e da utilização de tecnologias avançadas”, sustentou.

O presidente do INSA, Fernando de Almeida, descreveu o acordo como “um desafio” aceite pelas duas instituições: “Aqui não é o risco, aqui é o desafio. E, como estamos a falar de genómica, é o nosso DNA. E o DNA é enfrentar os desafios, aceitá-los e vencê-los”, afirmou.

Para Fernando Almeida, este protocolo é como uma placa de cultura do conhecimento, que permitirá crescer e expandir para outras áreas sempre que necessário.

Presente na cerimónia, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reforçou a importância da cooperação: “A celebração deste memorando de entendimento constitui um sinal claríssimo da importância de aproximar investigação científica, inovação tecnológica e a prática clínica”.

“Num contexto em que os desafios da saúde são cada vez mais existentes, esta articulação entre instituições de referência torna-se essencial para conseguirmos garantir que o conhecimento científico se traduz em benefícios concretos para os nossos cidadãos”, defendeu.

A governante salientou que as áreas de genómica, farmacogenómica, biologia molecular e medicina de precisão estão “a transformar a forma” como se compreende as doenças e se tratam as pessoas, abrindo caminho a estratégias de diagnósticos mais precoces, intervenções preventivas mais eficazes e terapêuticas cada vez mais personalizadas.

“Investir nestas áreas significa investir num sistema de saúde mais inovador, mais inteligente, mais completo e mais centrado nas necessidades concretas de cada pessoa, mas significa também investir no desenvolvimento de recursos humanos altamente qualificados, capazes de acompanhar os avanços científicos e tecnológicos que já estão a marcar a medicina de hoje e de amanhã”, defendeu.

Segundo as duas entidades, o acordo contribuirá, ainda, para uma maior facilidade na colaboração entre docentes, investigadores e profissionais de saúde em atividades de docência e/ou investigação.

Contribuirá também para o acolhimento de estudantes, docentes e investigadores de cada uma das instituições, e para o desenvolvimento de ações de formação conjuntas, nomeadamente cursos de pós-graduação, congressos, seminários e colóquios, em áreas de interesse mútuo.

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