O ministro da Presidência apelou hoje aos portugueses que estão em zonas de risco por causa das cheias e do mau tempo que respeitem as indicações das autoridades, nomeadamente os “pedidos de evacuação” dos locais.
Em audição no parlamento, António Leitão Amaro quis “saudar todas as forças que estão no terreno” a ajudar os portugueses afetados e “pedir às populações que observem e respeitem todos os pedidos dessas autoridades”.
Há uma semana, numa comissão parlamentar, Leitão Amaro falou da passagem da depressão Kristin na região de Leiria, e hoje, no parlamento, veio também “transmitir solidariedade às pessoas que ainda continuam a sofrer os impactos dessa catástrofe da noite de 28 [de janeiro] mas também muitos outros portugueses que nestas horas vivem junto a rios, passando, eles e o seu património, perigos”.
Por isso, Leitão Amaro veio “reiterar esse pedido em nome do Governo” para que as populações cumpram as indicações de abandono dos locais atingidos.
“Nestes momentos críticos”, é essencial “o cumprimento dessas orientações, em particular quando for o caso, por segurança, de pedidos de evacuação”, avisou.
“Nós continuaremos a tudo fazer para os ajudar, para os socorrer, prevenir e proteger” e “no momento em que se materializarem danos, naturalmente realizar a recuperação mais célere possível”.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A contínua chuva tem provocado a subida do nível das águas dos rios e novas inundações em zonas urbanas, um pouco por todo o país.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.