Além de revisitar a sua história de vida, a historiadora e investigadora do Instituto de História Contemporânea deitou um olhar à atualidade e à situação no Médio-Oriente.
Estudou o Holocausto e não o esquece, ainda que o mundo pareça não se recordar. Irene Pimentel assume que foi “fundamental para os judeus, finalmente, terem uma Nação”, que os protegesse do antissemitismo. A historiadora considera que o ideal seria um “Estado Palestiniano-Israelita”, mas assume que tal “nunca irá acontecer”. Não hesita em afirmar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou as bases de uma limpeza étnica, ao sugerir retirar a população da Faixa de Gaza para aí erguer um resort de luxo.
Irene Pimentel também não fica indiferente ao que diz ser a “fragilidade da Europa” e lamenta que toda ela esteja a cair no “egoísmo". A historiadora referia-se à questão das migrações, que considera um desafio à globalidade mundial.
Irene Pimentel foi convidada do programa Raio X, que pode rever aqui.
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Porque no fim, só as pessoas importam.