SAÚDE QUE SE VÊ

Canadá garante que vai lutar contra tarifas de Trump sobre aço, alumínio e automóveis

LUSA
03-04-2025 00:23h

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, garantiu na quarta-feira que o seu país vai lutar contra as tarifas nos setores do aço, alumínio e automóvel anunciadas pelo Presidente norte-americano Donald Trump, apesar de preservarem "elementos importantes" da relação bilateral.

Carney afirmou que "a partir de hoje [quarta-feira] à noite, as tarifas sobre o setor automóvel entrarão em vigor, e os EUA indicaram que haverá tarifas adicionais sobre setores estratégicos", o que terá impacto direto em "milhões de canadianos".

O governante, que estava a caminho de se reunir com o seu gabinete para discutir as tarifas de Trump, acrescentou que o Canadá vai "combater estas tarifas com contramedidas".

"Vamos proteger os nossos trabalhadores e construir a economia mais forte do G7", frisou.

Trump anunciou que vai aplicar uma tarifa base de 10% a praticamente todo o mundo, valor que aumenta no caso de várias dezenas de países. Por exemplo, a União Europeia (UE) estará sujeita a tarifas de 20% e a China a 34%.

O Canadá e o México, os dois países que juntamente com os EUA formam o acordo de comércio livre USMCA, evitaram a nova vaga de tarifas.

No entanto, as tarifas de 25% que Trump impôs anteriormente sobre o aço, o alumínio e os automóveis canadianos continuam em vigor.

A administração Trump justificou estes impostos citando o fluxo de migrantes e fentanil do Canadá, embora as quantidades em ambos os casos sejam quase insignificantes.

Carney disse que as tarifas globais anunciadas na quarta-feira são "uma série de medidas que vão mudar fundamentalmente o sistema de comércio internacional".

O líder canadiano acrescentou que a manutenção das "tarifas sobre o fentanil" no Canadá e no México terá um impacto negativo na economia dos EUA, o que por sua vez afetará a sociedade canadiana.

MAIS NOTÍCIAS