A Comissão de Utentes da Saúde do Concelho de Sintra vai organizar a 12 de abril uma marcha pela defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para exigir mais médicos de família, foi hoje anunciado.
Sob o mote “A Nossa Saúde é um Direito”, a marcha pela defesa do SNS, agendada para as 11:00, sairá da estação de Algueirão – Mem Martins, em Sintra, no distrito de Lisboa, revelou a comissão de utentes, em comunicado enviado à Lusa.
Além da exigência de mais médicos de família, a comissão pretende ainda alertar para as horas de espera “inaceitáveis” nos hospitais e para a “ameaça de privatização” dos serviços.
Na informação enviada, a comissão referiu que há cerca de 184 mil utentes sem médicos de família na Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra.
Esta falta de médicos de família condiciona o acesso das populações aos cuidados de saúde primários e causa o congestionamento das urgências hospitalares, ressalvou.
Já no que toca aos tempos de espera hospitalar, a comissão de utentes revelou que no Hospital Amadora-Sintra esses são, nalguns casos, superiores a 30 horas.
Em matéria de privatização, a comissão defende a recusa do regresso da parceria público-privada (PPP) ao Hospital Amadora-Sintra por entender ser um “verdadeiro sorvedouro do dinheiro público”.
“A recente ameaça de implementação de uma PPP para toda a ULS (Hospital Amadora-Sintra e todos os centros de saúde do concelho de Sintra e Amadora) é o culminar de um processo que visa a privatização de serviços”, sublinhou.
A juntar a estas reivindicações, a comissão de utentes exige ainda o alargamento da rede de cuidados continuados e um novo hospital público no concelho de Sintra, com 320 camas, que permita às populações dos concelhos de Amadora e Sintra aceder aos cuidados de saúde a que têm direito.
No comunicado, a comissão considerou que o SNS, por força das políticas praticadas nos últimos anos, “tem sofrido um enorme ataque”, estando em causa o direito à saúde universal, geral e tendencialmente gratuita.