O Governo autorizou a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo a assumir um encargo plurianual, até quase 4,6 milhões de euros, para as obras de requalificação e ampliação do hospital de Beja, revelou hoje o PSD.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a distrital de Beja dos sociais-democratas indica estar “assinada a autorização” para a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) “assumir um encargo plurianual” para a “aquisição da prestação de serviços de elaboração do projeto de arquitetura e de execução da requalificação e ampliação do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja”.
O valor aprovado, que pode chegar a 4.561.247,97 euros, a que acresce a taxa de IVA, “permite lançar o concurso internacional para existir o projeto de expansão e de remodelação” do hospital alentejano, acrescenta.
Segundo o PSD, “este será um dos maiores projetos e investimentos da região”.
“A remodelação é tão extensa e profunda que nos permite dizer que vamos ter praticamente um novo e modernizado hospital público em Beja”, lê-se na nota.
Os sociais-democratas salientam ainda que, a partir de agora, “a obra que é reivindicada há décadas, com toda a justiça, vai ser, finalmente, uma realidade”, deixando “uma palavra de gratidão e agradecimento” à ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
Em agosto de 2024, a ULSBA revelou à agência Lusa que a requalificação e ampliação do Hospital José Joaquim Fernandes tinha um custo previsto de 118 milhões de euros e que as obras poderiam começar no 2.º semestre de 2026.
De visita ao hospital, em meados de novembro de 2025, no âmbito de uma passagem por unidades locais de saúde do país, a ministra Ana Paula Martins garantiu que o projeto de ampliação e requalificação da unidade hospitalar não estava na gaveta.
“Posso deixar total garantia de que a unidade local de saúde está exatamente preparada para, no início do próximo ano [2026], abrir o concurso para o projeto e, depois, o concurso para a construção”, disse então a governante.
Em 06 de maio, a ULSBA revelou ter aprovado o caderno de encargos para os projetos de arquitetura e especialidade da empreitada.
O então presidente da ULSBA, José Carlos Queimado, disse na altura à Lusa que estavam “reunidas as condições” para ser aberto o concurso público internacional” para os projetos de arquitetura e especialidade, aguardando-se ‘luz verde’ do Ministério da Saúde para se avançar.
O júri “construiu peças procedimentais suficientemente robustas” na tentativa de se evitarem “litigâncias e reclamações”, referiu então o responsável, afirmando esperar que o concurso público para a empreitada pudesse ser lançado em 2027.
No dia 07 deste mês, a federação do Baixo Alentejo do PS exigiu que o projeto de ampliação do Hospital José Joaquim Fernandes tivesse verba inscrita no Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), com programação “até à conclusão da obra”.