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Carneiro concorda com Seguro sobre “trabalho comum” e acusa Governo de passividade

Lusa
30-10-2026 15:53h

O secretário-geral do PS concordou hoje com o Presidente da República sobre a necessidade de um “trabalho comum” para resolver problemas, assegurando que os socialistas têm dado contributos perante o que diz ser “a passividade do Governo”.

“Julgo que não [era um recado para o PS]. Estou totalmente de acordo com o senhor Presidente da República. Há mais de um ano escrevi ao primeiro-ministro propondo o trabalho conjunto e comum em torno daquelas que devem ser prioridades nacionais fundamentais, nomeadamente sobre a habitação e também sobre a saúde”, referiu.

José Luís Carneiro respondia aos jornalistas à chegada para as Conferências do Estoril, em Cascais, distrito de Lisboa, sobre o desafio deixado hoje por António José Seguro para que os partidos ponham de lado “trica partidária” e se foquem nos problemas das pessoas.

O líder do PS disse que “não é agora” que tem posto estas prioridades e estas preocupações na agenda.

“Agora o Governo não se pode escudar permanentemente, fugir aos problemas, porque o Governo já vai para o seu terceiro orçamento e não responde aos problemas das pessoas”, condenou.

Carneiro defendeu que aquilo que “está a criar inquietação e impaciência nos jovens e nas famílias” é a “passividade do Governo”.

“O Governo tem de governar e o primeiro-ministro tem de coordenar, de comandar, de liderar o seu Governo”, apelou.

O Presidente da República, António José Seguro, apelou hoje aos partidos para que deixem de lado a “trica partidária” e se concentrem em encontrar soluções para os problemas das pessoas, nomeadamente na habitação e na saúde.

O chefe de Estado lamentou que o que se veja, “muitas vezes, nos partidos é o passa-culpas, é um jogo de trica partidária que deve ser posta de lado e concentrada em resolver os problemas concretos das pessoas”.

“Não é responsabilidade dos partidos políticos, do Parlamento, dos governos, de contribuírem com soluções em conjunto para resolver essa situação, sobretudo numa área em que ninguém tem a solução de criar casas de um dia para o outro? Precisamos de anos e esses anos ultrapassam legislaturas”, começou por dizer António José Seguro, no discurso integrado na visita às obras de requalificação da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, em Leiria.

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