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Guimarães prevê receber instituto de teranóstica num investimento estimado de 43ME

LUSA
19-10-2026 19:01h

O Hospital da Senhora da Oliveira, em Guimarães, vai receber o Instituto de Teranóstica do Alto Ave (ITAAVE), num investimento estimado de 43 milhões de euros e 83 postos de trabalho previstos, indicou hoje o município.

“Com instalação prevista no campus do Hospital da Senhora da Oliveira, o ITAAVE representa um investimento estimado em 43 milhões de euros e prevê a criação de uma unidade avançada de teranóstica e medicina nuclear”, explica a Câmara de Guimarães, em comunicado.

A abordagem teranóstica combina exames que permitem identificar características específicas de uma doença com tratamentos dirigidos, procurando tornar a abordagem terapêutica mais precisa e personalizada, nomeadamente na área oncológica.

A assinatura do memorando de entendimento entre os parceiros, nomeadamente a Unidade Local de Saúde (ULS) Alto Ave - do qual faz parte o Hospital Senhora da Oliveira - e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), decorreu na sexta-feira, no Teatro Jordão, em Guimarães, distrito de Braga, nas IV Jornadas de Estruturação do Ecossistema Colaborativo e Multimodal em Saúde do Alto Ave.

Segundo o comunicado, o presidente da Câmara enalteceu “o alcance do projeto para o futuro do concelho, sublinhando que a sua concretização poderá reforçar a capacidade de Guimarães para acolher conhecimento especializado, criar emprego qualificado e afirmar-se numa área de elevado valor científico e tecnológico”.

Ricardo Araújo “destacou a saúde como uma prioridade estratégica do executivo, defendendo uma visão de desenvolvimento sustentável em que a inovação científica contribua para melhorar a qualidade de vida das pessoas”.

“Não há desenvolvimento verdadeiramente sustentável sem comunidades saudáveis. Não há inovação com impacto se ela não contribuir para melhorar, na prática, a vida das pessoas”, afirmou o autarca, salientando a importância de Guimarães em “criar condições para atrair conhecimento especializado, gerar emprego qualificado e reforçar” a sua projeção nas áreas da ciência e da inovação.

“Este investimento não é residual. Falamos de 43 milhões de euros e a previsão de 63 postos de trabalho diretos e 20 indiretos, e de um projeto único que nos dá a oportunidade de consolidar a ambição de afirmar Guimarães ‘do Berço da Nação ao Berço da Inovação’”, disse Ricardo Araújo.

O presidente da CCDR-N, destacou, por seu lado, a importância de transformar o conhecimento produzido na região em melhores serviços, novas atividades económicas e maior valor acrescentado.

“Um dos nossos principais desafios continua a ser o de reforçar a ligação entre diferentes capacidades, assegurando que o conhecimento produzido se transforma em melhores serviços, em novas atividades económicas, em emprego qualificado e em maior valor acrescentado para a nossa região”, frisou Álvaro Santos, citado no comunicado.

O responsável pela CCDR-N acrescentou que “a excelência científica e tecnológica não tem de estar concentrada nos grandes centros urbanos”, enquadrando o ITAAVE numa visão de desenvolvimento regional mais equilibrado, alinhada com as prioridades da Estratégia Norte 2040.

Já o presidente do Conselho de Administração da ULS Alto Ave apresentou o projeto como uma nova capacidade clínica e científica a desenvolver a partir do Hospital da Senhora da Oliveira.

“O Instituto pretende integrar teranóstica e medicina nuclear numa estrutura que articule diagnóstico, terapêutica, investigação, desenvolvimento e formação, reforçando a capacidade de resposta na abordagem de doenças como o cancro”, detalhou Pedro Guimarães Cunha.

Citado no comunicado, o também médico disse ser “fundamental que esta nova capacidade se desenvolva com elevados padrões de qualidade e segurança e com ligação ao sistema público de saúde”.

“É absolutamente necessário encontrar uma solução com critérios de segurança, eficiência, eficácia e, não menos importante, que nasça dentro do nosso Serviço Nacional de Saúde”, defendeu.

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