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Insegurança alimentar grave subiu de 5,6% para 8,3% em dois anos em Cabo Verde

Lusa
19-10-2026 15:53h

A prevalência de insegurança alimentar grave em Cabo Verde aumentou de 5,6% em 2022 para 8,3% em 2024, e a insegurança moderada ou grave agravou-se nos dois últimos anos observados, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) do arquipélago.

O relatório estatístico dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) divulgado hoje reconhece que a insegurança alimentar grave registou uma “inversão” da tendência de redução no período 2018-2024, em que assinala progressos na segurança alimentar em geral.

Em 2018, a prevalência da insegurança alimentar moderada ou grave era de 41,1%, caiu para 31,9% em 2022, mas depois subiu para 32,2% em 2024, ano dos dados mais recentes.

A componente grave era de 10,8% em 2018, caiu para um mínimo de 3,8% em 2020 e voltou a subir chegando a 8,3% em 2024.

“É importante ressaltar que, apesar da melhora [no período 2018-2024], quase um terço da população não tem acesso económico a uma alimentação segura nutritiva e suficiente”, lê-se no documento.

O relatório indica também que a subalimentação desceu continuamente de 2015 até 2021, de 16,6% para 12,1%, mas desde então subiu para 13,5% em 2023.

O indicador mede a proporção da população com alimentação insuficiente para satisfazer as necessidades energéticas mínimas.

Os dados fazem parte do sétimo relatório estatístico sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pelas Nações Unidas e tratado pelo Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde (INECV).

O relatório “apresenta um retrato atualizado” da posição de Cabo Verde quanto à implementação dos ODS.

Segundo o relatório, a proporção de população a viver abaixo da linha de pobreza internacional diminuiu de 4,6% em 2015 para 2,3% em 2022.

Os ODS são 169 medidas, agrupadas em 17 grandes objetivos (da área social, ambiental, económica ou institucional) escolhidos pela Organização das Nações Unidas que propôs como meta implementá-los até 2030.

Erradicação da pobreza, “fome zero” e garantir boa saúde e bem-estar para todos são os três primeiros grandes objetivos da lista.

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