O presidente do INEM afirmou que o objetivo do entendimento alcançado hoje entre o Governo, o instituto e o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar é melhorar a resposta de emergência médica e prestar um melhor serviço aos portugueses.
“Acho que tanto para o Ministério da Saúde, como para o INEM, como para o STEPH, o objetivo final é prestar um melhor serviço aos portugueses, é ter um serviço de emergência médica a funcionar cada vez melhor”, disse à Lusa Luís Cabral, no final de uma reunião no Ministério da Saúde, onde foi desconvocada a greve de dois dias marcada para este mês pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar.
O responsável considerou que o entendimento alcançado permitiu aproximar posições que inicialmente eram “um pouco díspares” e clarificar alguns aspetos relacionados com as mudanças que o instituto está a implementar.
“O entendimento é mesmo isso. Havia posições iniciais de parte a parte que eram um pouco díspares e que nós conseguimos, por duas reuniões que tivemos aqui com a senhora ministra, chegar a um acordo que nos permite clarificar alguns aspetos que não estavam claros”, afirmou.
O presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica explicou que todas estas alterações vêm na sequência do processo de reestruturação do INEM, que foi pedido e está em curso, e que, “de alguma forma, também tem como base o relatório da Comissão Técnica Independente”.
“Muitas destas medidas que estão agora a ser implementadas vêm nesse próprio relatório”, sublinhou.
Luís Cabral reconheceu “não havia a explicação muito específica [sobre como é que algumas medidas] iriam ser postas em prática”, acrescentando que o acordo permitiu “deixar claro” como serão concretizadas algumas das mudanças que o INEM pretende fazer.
O responsável considerou importante garantir aos portugueses que o entendimento foi alcançado com as diferentes estruturas e salientou que o INEM tem vindo a manter o diálogo com as várias entidades.
“Muitas vezes têm-nos acusado de não conversar com as diferentes entidades, [mas] é importante percebermos que temos vindo a fazer esse diálogo”, afirmou, acrescentando que, em alguns casos, é necessário “pô-lo por escrito”, no sentido de melhorar o INEM.
Questionado sobre se o entendimento permitirá agora um período de maior tranquilidade, reconheceu que será difícil alcançar uma situação de “muita tranquilidade”, tendo em conta o processo de mudança em curso.
“Todos estes processos de mudança obviamente implicam sempre alguma contestação, implicam alguns esclarecimentos”, afirmou, acrescentando que também envolvem “algum confronto de ideias” e a necessidade de adaptação às circunstâncias encontradas durante a implementação das medidas.
“Não será possível dizermos que, de um momento para o outro, o INEM vai ter alguma paz”, afirmou, lembrando que “nos últimos anos” têm existido questões desta natureza no instituto.
Para Luís Cabral, “o mais importante - mais do que a paz relativamente ao Conselho Diretivo e às decisões de mudança - é o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), a resposta aos cidadãos, estar a funcionar bem e cada vez melhor”.
No seu entender, isso tem “acontecido, claramente”, observando-se “uma melhoria significativa” nos tempos de atendimento, nos tempos de resposta, na capacidade de reforço dos meios, como “mais ambulâncias e mais capacidade de intervenção”.
Luís Cabral disse ainda que o instituto vai começar a receber novas viaturas, que permitirão “uma reformulação por completo” da frota.
“Por isso, nesse aspeto, esperemos que tenhamos uma paz, ou seja, teremos cada vez melhor resposta por parte do INEM”, concluiu.