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Ébola: Epidemia alastra-se a uma sétima província na RDCongo

Lusa
11-09-2026 13:01h

A epidemia de Ébola alastrou-se a uma sétima província da República Democrática do Congo (RDCongo), na fronteira com a República Centro-Africana e a República do Congo, anunciaram hoje as autoridades locais.

Num comunicado, o governador da província de Sud-Ubangui (noroeste da RDCongo), Jean-René Galekwa, declarou oficialmente a epidemia na região, na sequência de análises realizadas a um caso suspeito.

Segundo Jean-René Galekwa, um doente com Ébola faleceu em Sud-Ubangui após ter feito uma longa viagem por várias províncias da RDCongo, algumas das quais até agora poupadas pela epidemia.

O doente falecido começou a apresentar sintomas em Kisangani, capital da província de Tshopo (nordeste), onde foram registados casos de Ébola, após ter viajado pelo Ruanda, Uganda e, posteriormente, para a província de Ituri (nordeste), explicou Galekwa.

Também passou por Lisala, uma localidade ribeirinha situada na província de Mongala (noroeste).

Até ao momento, "38 pessoas foram identificadas como tendo estado em contacto com o doente e estão em quarentena", disse.

A RDCongo declarou em meados de maio, com várias semanas de atraso, a sua 17.ª epidemia de Ébola, uma doença extremamente mortal que já matou mais de 15 mil pessoas em África nos últimos 50 anos.

A atual epidemia no país africano já causou 3.310 mortes e 6.843 casos confirmados desde o início da epidemia, segundo o último balanço publicado pelas autoridades congolesas.

Tendo tido início na província de Ituri (nordeste), o surto alastrou-se a regiões do leste e do norte da RDCongo, remotas e instáveis, onde a resposta está a ser ultrapassada pela explosão do número de casos.

A estirpe Bundibugyo do Ébola, responsável pela atual epidemia, não tem tratamentos específicos, embora a OMS esteja a trabalhar em duas vacinas que iniciaram a fase um de testes em humanos e, até à data, têm mostrado resultados promissores, mas o seu desenvolvimento pode demorar vários meses.

Esta epidemia é já a segunda mais mortífera da história, ultrapassando a que ocorreu na mesma região entre 2018 e 2020, embora ainda esteja longe da mais grave de que há registo, que causou cerca de 11.000 mortes e 28.000 infeções na África Ocidental entre 2014 e 2016.

A atual epidemia alastrou também ao vizinho Uganda, onde a OMS declarou o fim do surto em 26 de agosto, depois de registar 20 casos confirmados, incluindo 15 importados da RDCongo, entre os quais se registaram duas mortes.

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