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Almada "vê com bons olhos" abastecimento de água através da barragem de Castelo de Bode

LUSA
09-09-2026 15:57h

O município de Almada “vê com bons olhos” que o abastecimento de água seja feito através de Castelo de Bode, mas sublinha a necessidade de o Governo autorizar o investimento necessário para levar a água até à Margem Sul.

A autarquia, no distrito de Setúbal, reagiu assim ao anúncio de hoje da ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, de que o Governo quer ter dentro de quatro meses uma solução para a falta de água na denominada Margem Sul, partindo da Barragem de Castelo de Bode e/ou do rio Tejo.

Maria da Graça Carvalho, que falava numa audição na Comissão de Ambiente da Assembleia da República, disse que a solução técnica será complementar ao uso de águas subterrâneas e acrescentou que, por despacho hoje publicado, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Grupo ÁdP (Águas de Portugal) foram incumbidos de apresentar um projeto no prazo de 120 dias.

A autarquia de Almada, concelho que nos últimos meses viveu uma crise no abastecimento de água, diz que “vê com bons olhos o anúncio feito pela ministra” e que está há quase há um mês a trabalhar com a EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres na elaboração de um eventual contrato com a empresa.

O executivo liderado pela socialista Inês de Medeiros defende, no entanto, que “era importante garantir a autorização por parte do Governo para a Águas de Portugal (e da EPAL diretamente) fazer um investimento de trazer a água até à Margem Sul”.

O município esteve em situação de alerta desde o início de julho e até final de agosto devido sucessivas falhas no abastecimento de água, com especial incidência na Costa da Caparica, que levaram à realização de vários protestos por parte da população.

A situação de alerta pode ser declarada quando se reconhece a necessidade de adotar medidas preventivas e/ou medidas especiais de reação.

Durante o período em que o município esteve em alerta foram implementadas restrições ao consumo de água para preservar este recurso.

Entre as medidas para responder ao problema, a câmara e os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) realizaram cortes totais do abastecimento em determinadas zonas do concelho, das 22:00 às 06:00, assegurando que os munícipes eram informados com a devida antecedência.

Foram proibidas todas as utilizações de água da rede pública que não correspondessem a usos domésticos ou essenciais, entre as quais a rega de jardins público e privados, e de campos de golf, a lavagem de viaturas, o enchimento de piscinas, a utilização de chuveiros e lava-pés nas zonas balneares ou o funcionamento das fontes ornamentais, lagos artificiais e outros elementos de uso estético de água.

Para minimizar o impacto do problema, em particular na zona da Costa da Caparica, o município reforçou o abastecimento com novos furos.

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