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Câmara de Portalegre atenta à reorganização da Unidade de Oncologia local

Lusa
09-09-2026 13:24h

A presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Fermelinda Carvalho, disse hoje que está a acompanhar o processo de reorganização da Unidade de Oncologia do hospital da cidade, manifestando disponibilidade para reunir utentes e administração para encontrar soluções.

A autarca, que falava na reunião ordinária do executivo municipal, considerou este caso “delicado” e que deve ser gerido “com pinças” até que seja encontrada uma solução que satisfaça todas as partes.

“Eu reuni com o senhor presidente do conselho de administração [da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo] e também recebi um e-mail das representantes do grupo informal [utentes] que se organizou para debater esta temática e dei nota às pessoas que estou a acompanhar a situação e disponível, obviamente, para reunir com todos”, disse.

Fermelinda Carvalho sublinhou ainda que está disponível para “reunir novamente” com o conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo “com ou sem o grupo” de utentes, dependente da vontade das partes envolvidas.

“É algo delicado, tem de ser gerido com pinças, o conselho de administração tem acompanhado o assunto, as pessoas também têm acompanhado, obviamente que nestas matérias há sempre várias versões, às vezes a verdade está pelo meio, mas é de facto uma matéria que também me preocupa”, alertou.

Manifestando disponibilidade “para ajudar” a encontrar uma solução, Fermelinda Carvalho quer que os doentes “fiquem contentes” no final deste processo com a solução que for encontrada e que a administração da ULS do Alentejo “tenha a liberdade de dirigir a casa para a qual foi mandatada”.

Em comunicado divulgado na passada quinta-feira, a ULS do Alto Alentejo disse rejeitar “qualquer interpretação” que aponte para uma diminuição da resposta aos utentes na Unidade de Oncologia do Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, e garantiu que o serviço vai ser reforçado.

Na ocasião, o conselho de administração da ULS afiançou que a resposta assistencial na área da oncologia “não será reduzida”, estando, pelo contrário, “em preparação um conjunto de medidas” destinado ao seu “reforço e desenvolvimento”.

A ULS do Alto Alentejo afirmou ainda que tem trabalhado na “consolidação da capacidade assistencial” da unidade de oncologia, “prevendo o reforço” de recursos humanos diferenciados e a “melhoria das condições infraestruturais e organizacionais” necessárias para responder de forma cada vez mais eficaz.

O PCP exigiu na terça-feira esclarecimentos sobre a reorganização da Unidade de Oncologia do hospital de Portalegre, argumentando que as explicações apresentadas pela ULS do Alto Alentejo “não são compatíveis” com a atividade assistencial.

Em comunicado, a Direção da Organização Regional de Portalegre (DORPOR) do PCP considerou que as explicações da ULS Alto Alentejo sobre esta matéria são “cada vez mais inconsistentes”.

Segundo o PCP, depois de a administração da ULS do Alto Alentejo ter negado qualquer redução da resposta aos doentes e afirmado que a contratação de um novo oncologista visa reforçar o serviço, “verifica-se agora” que o período de consultas assegurado pelo atual oncologista “foi reduzido para cerca de metade” da atividade que desenvolvia até agosto.

Também o PS, no dia 01 deste mês, questionou o Governo sobre as “alterações que estão a ser preparadas” na Unidade de Oncologia do hospital de Portalegre e exigiu saber quais os “fundamentos clínicos, técnicos e assistenciais” que sustentam a decisão.

As preocupações constam de uma pergunta subscrita por sete deputados socialistas, entre os quais Luís Moreira Testa, eleito pelo círculo eleitoral de Portalegre, e entregue no parlamento, dirigida à ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

Também a Federação Distrital de Portalegre do PS, num comunicado divulgado no dia 02 deste mês, alertou para uma possível reestruturação do serviço de oncologia do hospital.

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