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Município de Vinhais reforça apoio a freguesias para ofertas de serviços de saúde

Lusa
07-09-2026 12:32h

O município de Vinhais vai duplicar o apoio atribuído a cada junta de freguesia em 2027 para aumentar as respostas ao nível da saúde nas aldeias, num projeto que pode abranger cerca de 4.000 pessoas, foi hoje revelado.

O programa “Mais Saúde nas Freguesias de Vinhais” consiste na atribuição de uma verba de 300 euros a cada junta de freguesia aderente, representando um investimento anual do município superior a 93 mil euros.

“Devido à extensão do nosso concelho, um concelho muito grande, é um concelho também envelhecido, a área da saúde é sempre uma área fundamental e aquilo que se pretende, com este serviço de proximidade, aumentando também este valor, é que as juntas de freguesia tenham maior capacidade (…) pode ser enfermagem, pode ser entrega de medicamentos”, referiu o presidente da câmara, Luís Fernandes, em declarações à Lusa.

Segundo o município, cada freguesia conseguirá “identificar as suas prioridades e desenvolver iniciativas ajustadas à realidade local”.

“As juntas da freguesia poderão na área da saúde ver qual é, digamos, a valência que eles querem, o que é mais necessário, o que eles entendem que pode ser mais prioritário. Há juntas de freguesia que já têm serviço de enfermagem, serviço de fisioterapia, outras até têm médico que vai lá uma vez por mês ou de 15 em 15 dias”, explicou Luís Fernandes, referindo que o protocolo até poderá ser diferente de junta para junta, sendo as autarquias a definir o que pretendem.

O protocolo entre a câmara e as juntas de freguesia aderentes será assinado até ao final do ano, podendo abranger mais de 4.000 pessoas que vivem nas aldeias do concelho.

“Aquilo que nós queremos com este serviço de proximidade é, por vezes, resolver situações ou ajudar em situações pontuais, e também ajudar a identificar determinados aspetos a nível de saúde, fazer quase um diagnóstico de algumas situações que depois podem ser encaminhadas. O enfermeiro ao ver algumas pessoas, por exemplo numa localidade, pode ele próprio identificar alguma situação que careça de outro tipo de intervenção, ou de uma consulta com alguma urgência, ou de algum exame”, frisou.

Este programa visa ainda criar parcerias com outras entidades, como o centro de saúde de Vinhais e a Unidade Local de Saúde do Nordeste, num concelho onde “todas as pessoas têm médico de família”, segundo o autarca.

Ainda assim, o autarca reclamou o alargamento do horário de consulta aberta no centro de saúde de Vinhais, que está aberto de segunda a sexta-feira, entre as 08:00 e as 22:00, e aos fins de semana, entre as 09:00 e as 22:00.

“Aquilo que nós pretendíamos nem era até às 00:00, mas 24 horas (…) pelo menos em determinadas épocas do ano. Compreendo que faça sentido que os centros de saúde nos grandes centros urbanos, muitas vezes, quando é naqueles períodos da vacinação ou períodos de foco de gripe estejam abertos mais tempo. Porque é que aqui não hão de estar?”, questionou.

Luís Fernandes quer ainda mais meios de diagnósticos no centro de saúde, como análises e exames, que “permitissem esvaziar as urgências dos hospitais”.

Quando os doentes deste concelho precisam de fazer exames têm de se deslocar a Bragança, sede de distrito, onde está o hospital mais próximo, a 35 quilómetros, que em tempo se traduz entre 40 a 45 minutos.

“Sabemos que, muitas vezes, olhamos para isto pelos números, pelas estatísticas, só que a saúde não se pode olhar assim, uma pessoa é uma pessoa e devia ser olhada de outra maneira. O município está aqui a substituir-se a algo que não é da competência do próprio município (…) mas fazemo-lo e vamos continuar a fazer, porque percebemos bem a importância que isso tem, e, portanto, todas as medidas que possamos fazer para ajudar, iremos continuar a fazer, não deixando de reivindicar as outras que nos parecem importantes e que, por vezes, nem estamos a falar de valores financeiros tão substanciais”, rematou.

O município de Vinhais atribui ainda um apoio diário de 50 euros para alojamento e 15 euros para refeição aos médicos que assegurem a consulta aberta no centro de saúde, bem como ajuda no pagamento da renda, com 200 euros, os médicos que se fixem no concelho.

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