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Onda de calor na Coreia do Sul causa 16 mortos e eleva alerta para nível máximo em Seul

LUSA
04-08-2026 07:04h

A onda de calor que assola a Coreia do Sul provocou a morte de pelo menos 16 pessoas e levou as autoridades do país asiático a declararem hoje o alerta máximo por calor em algumas zonas de Seul.

Um homem com cerca de 40 anos morreu na segunda-feira na cidade portuária de Incheon, a oeste de Seul, depois de ter sido hospitalizado no dia anterior, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Com esta morte, já são 16 os óbitos associadas a doenças causadas pelo calor, de acordo com a Agência de Controlo e Prevenção de Doenças da Coreia do Sul, enquanto mais de duas mil pessoas receberam cuidados médicos desde maio.

A Coreia do Sul encontra-se mergulhada numa onda de calor que, no domingo, levou a cidade de Yangsan, no sudeste, a atingir os 42,5 graus Celsius, a temperatura mais elevada alguma vez registada na península desde o início das observações meteorológicas modernas, em 1904.

Durante uma reunião do Conselho de Ministros, o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, afirmou que as autoridades deveriam "considerar a situação como uma catástrofe nacional" e instou à mobilização dos recursos disponíveis para "proteger a vida das pessoas como a tarefa mais urgente".

Neste contexto, a Agência Meteorológica sul-coreana (KMA) emitiu esta terça-feira o alerta máximo devido às altas temperaturas para Seul, onde se prevê que os termómetros ultrapassem os 38 graus.

É a primeira vez que a capital sul-coreana ativa um alerta deste tipo, ao abrigo de um novo sistema estabelecido este ano para melhorar a resposta governamental às altas temperaturas.

As autoridades meteorológicas locais alertaram que se prevê que a onda de calor se mantenha ao longo de toda esta semana.

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