Dezenas de investigadores estão hoje concentrados num protesto em Lisboa para exigir o fim da precariedade e melhores condições de trabalho.
“Há mais de oito mil investigadores bolseiros que vivem há vários anos na precariedade. O Governo criou uma legislação no ano passado que permite aos bolseiros terem contratos, mas ainda não aconteceu nada”, disse à agência Lusa Sara Romão, da Associação de Bolseiros de Investigação Cientifica (ABIC).
O fim da precariedade de milhares de bolseiros foi o motivo que levou à concentração de hoje em frente ao Centro de Congressos de Lisboa, onde irá estar o primeiro-ministro, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e a Secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão, na sessão de abertura do Encontro Ciência e Inovação 2026.
"É preciso regularizar os vínculos precários", acrescentou Raquel Ribeiro, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), outro dos responsáveis pelo protesto de hoje.
Dedicado ao tema "Preparar o Futuro", o Encontro Ciência Inovação é o maior evento anual do setor em Portugal e é o primeiro a ser organizado pela Agência para a Investigação e Inovação (AI²), que resultou da fusão entre a FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) e a ANI (Agência Nacional de Inovação).
Segundo o ministério, o encontro é "uma oportunidade para pensar e discutir, durante dois dias, os mais diversos temas do setor, valorizando a comunidade científica, tecnológica, empresarial e de inovação".