O ministério da Educação e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) assinam o contrato-programa que formaliza o arranque do Mestrado Integrado em Medicina na segunda-feira, dia da tomada de posse do novo reitor, João Barroso.
A academia transmontana divulgou hoje, em comunicado, que a assinatura deste contrato representa “um momento de particular relevância para a UTAD, assinalando o início de um novo ciclo na sua oferta formativa na área da saúde e concretizando um projeto estratégico para a instituição e para a região”.
O contrato-programa será assinado pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e o reitor João Barroso.
O Mestrado Integrado em Medicina arranca em setembro com 40 vagas e numa parceria com a Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD).
O plano de estudos assenta o ensino em pequenos grupos, em casos clínicos e também na simulação, para o que será criado um centro de simulação na ULSTMAD, que agrega os hospitais de Vila Real, Chaves e Lamego e unidades de saúde de 21 concelhos.
O novo curso centra ainda atenções na humanização e na proximidade com o paciente, bem como nos cuidados de saúde primários e nos cuidados preventivos.
O mestrado integrado em Medicina, que se quer criar em Vila Real, foi acreditado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), por um período condicional de dois anos.
Após o anúncio da aprovação do curso de Medicina na UTAD, em novembro, o ministro da Educação repetiu várias vezes que o contrato programa, só seria assinado depois da tomada de posse do novo reitor, devido ao impasse na instalação do Conselho Geral da academia.
Antes da assinatura do contrato-programa, decorre a cerimónia de investidura do novo reitor da UTAD, João Barroso, eleito pelo Conselho Geral a 29 de junho.
O novo reitor é docente da Escola de Ciências e Tecnologia da UTAD, tendo integrado a equipa reitoral por três vezes, a última das quais como vice-reitor.
Em entrevista recente à agência Lusa, João Barroso apontou o seu foco ao arranque do Mestrado Integrado em Medicina, nas obras nas residências de estudantes que têm que estar concluídas a 31 de agosto e no relatório para a avaliação da academia que é preciso finalizar até dezembro.
O novo reitor destacou ainda a vontade de “unir a academia”.
A UTAD viveu desde março de 2025 num impasse devido a uma divergência na designação dos membros cooptados do Conselho Geral, órgão que elege o reitor, que acabou nos tribunais e levou à intervenção do ministro da Educação.
O Conselho Geral ficou completo em abril, depois da tomada de posse dos membros eleitos e da eleição do presidente deste órgão, o advogado Ricardo Sá Fernandes.
Na segunda-feira, após a tomada de posse do reitor, serão empossados os membros da nova equipa reitoral, designadamente os vice-reitores João Santos (Investigação e Inovação), Amélia Silva (Ensino), Levi Leonido (Cooperação, Cultura e Comunicação) e Vasco Amorim (Infraestruturas, Planeamento e Qualidade), bem como os pró-reitores José Cravino (Assuntos Académicos e Inovação Pedagógica), Marlene Loureiro (Comunicação e Imagem), Conceição Rainho (Saúde e Bem-estar), Patrícia Poeta (Internacionalização) e Arsénio Reis (Inovação e Transição Digital).