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Caldas da Rainha lança novo estudo de localização do Hospital do Oeste

Lusa
06-07-2026 13:53h

A Câmara das Caldas da Rainha encomendou um novo estudo técnico para avaliar localização do futuro hospital do Oeste com base em multicritérios, num investimento de 38 mil euros, que será concluído até setembro, anunciou hoje a autarquia.

O estudo, intitulado “Avaliação Multicritério da Localização do Novo Centro Hospitalar do Oeste”, pretende, segundo o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vítor Marques (independente), “produzir uma análise comparativa, tecnicamente fundamentada, capaz de clarificar as vantagens, as limitações, os riscos e implicações territoriais das alternativas consideradas” para a construção do futuro hospital projetado para servir toda a região do Oeste.

O novo estudo, anunciado hoje, será desenvolvido pelo CEDRU – Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano que, durante três meses, irá comparar quatro centros urbanos (Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, no distrito de Leiria, e Torres Vedras, no distrito de Lisboa) como possíveis locais para a construção da nova unidade hospitalar.

A avaliação, com um custo de 38 mil euros, acrescidos de IVA, será estruturada em duas fases.

Na primeira, explicou Vítor Marques, será feito o enquadramento e construção da matriz multicritério e a definição dos “critérios, indicadores, ponderações e área de influência” do hospital.

Na segunda, será feita “uma avaliação comparativa” destes quatro centros urbanos, articulando “dimensões como “a acessibilidade das populações e do profissionais, a coerência com os referenciais do ordenamento do território, a capacidade de suporte dos centros urbanos e os impactos territoriais, sociais e económicos associados à reorganização da oferta hospitalar”, explicou o autarca.

“Encomendámos um estudo, não encomendámos o resultado”, afirmou Vítor Marques na conferência de imprensa em que anunciou que o estudo deverá estar concluído em setembro e será entregue à ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

“O que estamos a fazer é criar as condições de informação, não subjetiva, mas muito objetiva, para que realmente se possa, de uma vez por todas, tomar uma decisão da construção do hospital”, afirmou o presidente, na conferência em que voltou a manifestar a convicção que Caldas da Rainha será a localização que melhor servirá os 12 concelhos do Oeste. Porém, garantiu à Lusa, “se a conclusão do estudo for outra, a Câmara acatará e defenderá essa localização”.

Este é o terceiro estudo sobre a localização do futuro hospital.

Um primeiro estudo, encomendado pela Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim), apontou o Bombarral (no distrito de Leiria), como a localização ideal. A conclusão foi contestada pelos municípios das Caldas da Rainha e de Óbidos, que defendiam a construção do equipamento na confluência destes dois concelhos.

Em março de 2023, a Câmara das Caldas da Rainha entregou ao Governo um dossiê técnico com novos critérios para reavaliar a localização, concluindo o documento que a localização deveria ser neste concelho, que já disponibilizou para o efeito um terreno de 65 hectares.

Em 2023, o então ministro da Saúde, Manuel Pizarro (PS), anunciou que o novo Hospital do Oeste seria construído na Quinta do Falcão, no Bombarral, processo entretanto suspenso pelo atual executivo PSD/CDS-PP.

O novo hospital do Oeste substituirá o atual Centro Hospitalar do Oeste (CHO), que integra os hospitais das Caldas da Rainha e de Peniche, no distrito de Leiria, e de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, com uma área de influência constituída por estes concelhos e os de Óbidos, Bombarral (ambos no distrito de Leiria), Cadaval e Lourinhã (no distrito de Lisboa) e de parte dos concelhos de Alcobaça (Leiria) e de Mafra (Lisboa), abrangendo 298.390 habitantes.

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