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Lusíadas Saúde vai recorrer da regularização de faturas da ADSE - CEO

LUSA
05-07-2026 09:01h

A Lusíadas Saúde considera que a norma que gere a relação de faturação entre a ADSE e os hospitais privados viola a lei e irá recorrer das regularizações através dos meios legais, disse o presidente executivo do grupo à Lusa.

Em entrevista à agência Lusa, o presidente executivo do grupo Lusíadas Saúde, Vasco Antunes Pereira, sinalizou que existe uma posição conjunta, nomeadamente da Associação de Hospitalização Privada de que o processo de regularização de faturas tem na base uma norma que não consideram legal.

"Consideramos que a mesma gera um grau de incerteza que não é passível nas relações entre entidades e, como tal, não pode ser aplicada da forma como a ADSE pretende aplicar", reiterou o responsável.

A ADSE "identificou a necessidade de efetivar essas regularizações", pelo que o grupo irá "recorrer nos meios legais" que tem ao seu alcance, concluiu.

A ex-presidente da ADSE, Maria Manuela Faria, disse em entrevista ao Público, divulgada em junho deste ano, que, no total, foram faturados a mais pelos hospitais privados 117 milhões de euros desde 2015.

A responsável afirmou que foram "dados passos importantes" no que diz respeito à regularização, tendo também sinalizado que o valor anual tem vindo a diminuir, devido às medidas que foram adotadas para combater irregularidades, nomeadamente o alargamento do modelo de cirurgias com preço fechado.

Segundo as Contas e Relatório de Atividades de 2025 da ADSE, a rubrica dos fornecedores englobava regularizações à faturação dos prestadores da rede convencionada no valor de 91.768.698 euros, dos quais 91.196.783 euros são relativos a exercícios anteriores e 571.915 referentes ao exercício de 2025.

De acordo com o parecer do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) a este relatório, a ADSE "contabilizou no exercício de 2018 uma Provisão para riscos e encargos no valor de 12.636.190 euros, que reflete o risco de existirem incorreções na faturação dos prestadores que podem afetar os valores mínimos que servem de padrão ao cálculo das regularizações".

"Está ainda em curso o processo de conferência final dos valores faturados nestes exercícios pelos prestadores convencionados, do qual poderão resultar ajustamentos que ainda não é possível quantificar", indicava o CGS.

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