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DGS considera taxa de vacinação na ULS Viseu Dão-Lafões “invejável”

Lusa
01-07-2026 16:03h

O subdiretor da Direção-Geral da Saúde (DGS) disse hoje que os números de vacinação na Unidade Local de Saúde (ULS) Viseu Dão Lafões "são invejáveis" no país, numa altura em que a confiança é o desafio futuro.

"Queria dar os parabéns à ULS Viseu Dão-Lafões” que continua imune a estes “novos desafios populacionais e apresenta coberturas vacinais que são invejáveis para todo o país. O meu agradecimento e os meus parabéns", afirmou André Peralta Santos.

O aplauso foi feito na sessão de abertura de apresentação do relatório de avaliação da campanha de Vacinação Sazonal 2025-2026, no Hospital de São Teotónio, em Viseu, depois de o presidente do Conselho de Administração da ULS Viseu Dão-Lafões, António Sequeira, ter apresentado os números relativos à região.

"Na ULS Viseu Dão-Lafões, a vacinação constitui uma prioridade estratégica. Em 2025, foram administradas 188.470 vacinas, das quais mais de 74.000 corresponderam à vacinação contra a gripe", indicou António Sequeira.

Um número que para este responsável, reflete o "extraordinário empenho das equipas" de saúde e se traduzem "em pessoas protegidas, doenças evitáveis e vidas preservadas".

Para António Sequeira, a vacinação "continua a ser uma das intervenções de saúde pública com maior impacto na proteção das populações" e o seu sucesso resulta do "trabalho coordenado" entre a DGS e todas as unidades de saúde espalhadas pelo país, assim como com os seus profissionais.

No relatório a que a agência Lusa teve acesso, a ULS Viseu Dão-Lafões conclui que, contabilizando todas as vacinas que fazem parte do Plano Nacional de Vacinação (PNV), a região abrangida tem “coberturas elevadas (>96%), superiores ao limiar ideal recomendado pela DGS (≥95%) para garantir imunidade” de grupo.

“No entanto, verifica-se a não administração das vacinas em simultâneo, o que implica taxas de cobertura diferentes em vacinas recomendadas na mesma idade”, refere o documento.

André Peralta Santos admitiu ainda que "o desafio da próxima década é manter os níveis de vacinação" atuais e "reforçar a confiança na população", isto porque "a confiança na vacinação é o desafio", igualmente, nos próximos 10 anos.

"O mundo está em mudança acelerada com alterações geopolíticas, choques tecnológicos populacionais e, simultaneamente, observamos países mais desenvolvidos, onde se produz mais ciência, e populações mais iliteradas, como crescimento de fenómenos e movimentos radicais anticiência e antivacinas", admitiu.

O subdiretor da DGS distinguiu ainda a diferença entre as "sociedades livres e democráticas" em que "é normal duvidar e escrutinar as instituições e políticas públicas", mas não é isso que está em causa, disse.

"As vacinas são um medicamento, não estão isentas de risco, são altamente escrutinadas e não é desse que falamos. São movimentos radicais, anticiência, que colocam em causa as bases da confiança mútua da nossa sociedade", reforçou.

Nesse sentido, apelou à plateia, constituída por profissionais de saúde, a um "combate de forma total" a esses movimentos radicais, reconhecendo que, "apesar de ténue", há "já algum crescimento desta hesitação vacinal" em Portugal.

Segundo André Peralta Santos, este movimento tem tido "maior expressão" nas regiões do Algarve, Alentejo e grande Lisboa.

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