Pelo menos seis portugueses e luso-descendentes morreram nos sismos de quarta-feira na Venezuela, segundo o mais recente balanço divulgado hoje à noite por fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Duas das vítimas são cidadãos portugueses, enquanto quatro são luso-descendentes, de acordo com fonte oficial do MNE.
Num balanço anterior, o gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas tinha adiantado à Lusa que pelo menos dois lusodescentes tinham morrido nos sismos e que 56 estão dados como desaparecidos.
O presidente do Governo da Madeira tinha afirmado, durante a tarde, ter conhecimento, através de contactos pessoais, da morte de pelo menos dois cidadãos lusodescendentes com ligações à região autónoma, na sequência dos sismos na Venezuela.
Antes, o Ministério dos Negócios Estrangeiros tinha declarado que um homem português tinha sido retirado dos escombros ainda com vida, mas acabou por morrer a caminho do hospital, e que cinco cidadãos nacionais, quatro dos quais da mesma família, estavam desaparecidos.
O número de mortos no duplo sismo que atingiu a Venezuela na quarta-feira subiu para pelo menos 188, há mais de 1.500 feridos e estão pelo menos 147 pessoas desaparecidas, segundo um balanço oficial provisório.
O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.
Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.