O Governo dos Açores considerou hoje que os dados do Inquérito Nacional de Saúde (INS) revelaram “indicadores encorajadores”, destacando o consumo de álcool mais baixo do que a média nacional e a redução no consumo de tabaco.
Em comunicado, a Secretaria da Saúde e Segurança Social do executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) considera que aquele inquérito “evidencia os desafios que a região enfrenta no domínio das doenças crónicas não transmissíveis e dos seus principais determinantes”, mas “evidencia igualmente indicadores encorajadores”.
O governo açoriano destaca a redução do consumo diário de álcool entre 2019 e 2025 (de 11,3% para 10,4%), “acompanhada por uma diminuição global da prevalência de consumo de álcool nos últimos 12 meses” referentes à entrevista do inquérito.
“No domínio dos comportamentos aditivos, a região apresenta um padrão de consumo de álcool globalmente mais favorável do que a média nacional, sendo a segunda região do país com menor prevalência de consumo diário (10,4%) e a que regista o menor consumo semanal (17,1%)”, lê-se na nota de imprensa.
A Secretaria Regional da Saúde enaltece os “sinais positivos” no consumo do tabaco, com a redução de 23,4% para 19,5% da prevalência de fumadores e a queda de fumadores diários de 21,2% para 18,1% entre 2019 e 2025.
“Apesar desta evolução favorável, o tabagismo continua a representar um dos principais desafios de saúde pública da região, justificando o reforço das estratégias de prevenção da iniciação e de apoio à cessação tabágica”.
O Governo Regional reitera o compromisso com a “prevenção e o controlo das doenças crónicas”, defendendo medidas como o “controlo da diabetes e da hipertensão arterial, o registo e acompanhamento do índice de massa corporal, a promoção da cessação tabágica e o seguimento estruturado das pessoas com doença crónica”.
Para o executivo açoriano, o inquérito “confirma que os desafios permanecem exigentes, mas demonstra igualmente que existem sinais de evolução positiva”.
“O essencial já não está em identificar os problemas, mas em consolidar as medidas que têm produzido resultados e reforçar uma resposta coordenada, integrada e sustentada na melhor evidência científica”, defende o executivo regional.
Cerca de 128.900 pessoas apresentam excesso de peso ou obesidade nos Açores, o que representa quase dois terços da população açoriana com 18 ou mais anos de idade (63,7%), revelou na quarta-feira o Serviço Regional de Estatística (SREA).
De acordo com o INS, realizado no quarto trimestre de 2025 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e divulgado pelo SREA, cerca de 128.900 residentes açorianos com 18 ou mais anos de idade apresentaram excesso de peso ou obesidade (segundo o índice de massa corporal), enquanto 70.700 registaram um peso “considerado normal” (34,9%).
No arquipélago açoriano cerca de 53.800 pessoas adultas encontram-se em situação de obesidade (26,6%) e 75.100 são consideradas como pré-obesas (37,1%).
Em relação ao consumo de tabaco, os dados indicam que existem perto de 40.900 fumadores na região (19,5%), sendo de 38.100 fumam diariamente (18,1%).
Nos 12 meses anteriores à entrevista do inquérito, perto de 132,1 mil residentes açorianos com 15 anos ou mais (62,8%) admitiu consumir bebidas alcoólicas.