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Alternativas vegetarianas a produtos de origem animal têm duas vezes mais aditivos - estudo

LUSA
25-06-2026 00:01h

Produtos alimentares à base de plantas alternativos a equivalentes de origem animal contêm o dobro dos aditivos, segundo um estudo divulgado hoje que analisou mais de 70 itens.

De acordo com o estudo, realizado no Reino Unido por investigadores do Institute for Optimum Nutrition, instituição de Londres que disponibiliza cursos em nutrição com acreditação universitária, no geral as alternativas à base de plantas continham mais aditivos, mais ingredientes e mais números “E” do que os equivalentes de origem animal.

O estudo analisou 71 produtos comparáveis e revelou que as alternativas vegetarianas continham mais 456 ingredientes do que os congéneres à base de carne.

A investigação foi liderada por uma equipa do “Institute for Optimum Nutrition”, uma instituição de Londres que disponibiliza cursos em nutrição com acreditação universitária, e publicada hoje na revista científica “Food Additives & Contaminants: Part A”.

Os investigadores analisaram os produtos combinando-os com base em vários fatores. O leite de amêndoa foi combinado com leite normal, 'brownies' vegan com 'brownies' à base de laticínios, e carne vegetal com carne normal. Outros produtos incluíam também lasanha, pesto, maionese, iogurte e bolos.

Os resultados do estudo, publicado no boletim científico “Food Additives & Contaminants”, mostraram que o número total de aditivos alimentares nos produtos à base de plantas foi de 199, em comparação com os 100 nos equivalentes de origem animal.

Nos produtos à base de plantas o total de ingredientes foi de 1.566 e nos de base animal 1.110. Nos produtos vegetarianos foram contabilizados 39 números “E” (aditivos alimentares) e 31 nos produtos de origem animal.

As diferenças quanto a ingredientes e aditivos foram maiores nos produtos lácteos, de carne e de peixe.

Joseph Whittaker, um dos autores da investigação, disse que haver mas aditivos nos produtos à base de plantas não significa necessariamente um aumento do risco para a saúde.

“Em primeiro lugar, analisámos apenas uma gama de produtos, pelo que não podemos generalizar para todos os produtos à base de plantas”, adiantou, considerando que não há informação sobre impactos da exposição aos aditivos alimentares, sendo que todos esses aditivos passam pelas regulamentações de segurança alimentar no Reino Unido.

Os autores do trabalho notam que o consumo de alimentos à base de plantas está em ascensão e dizem que no Reino Unido os dados indicam uma tendência decrescente do consumo de carne.

Os investigadores referem que as pessoas também estão preocupadas com a quantidade de aditivos nos alimentos e com os possíveis efeitos na saúde de alimentos ultra processados, e sugerem que investigações futuras procurem verificar se os resultados se replicam noutras linhas de produtos, incluindo diferentes marcas e produtos disponíveis noutros países.

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