O ministro dos Negócios Estrangeiros assegurou hoje, no parlamento, que a epidemia de Ébola na África Central está a preocupar o Governo devido a alarmes e estigmas que possam ser criados e frisou que o risco permanece baixo.
Questionado pela deputada socialista Elza Pais, em audição regimental na Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, sobre a atual epidemia de Ébola que ocorre na República Democrática do Congo (RDCongo) - nação vizinha de Angola - e o Uganda, Paulo Rangel respondeu que esse tema é preocupante para o Governo.
"É algo que nos preocupa muito, até porque pode criar alarmes e estigmas, sem razão. O risco é baixo", referiu o chefe da diplomacia portuguesa.
Por outro lado, referiu que a posição do Ministério da Saúde e da Direção-Geral da Saúde está alinhada com as diretrizes da União Europeia.
"Estamos muito atentos ao que se passa e estes países precisam muito de apoio", concluiu Rangel.
A RDCongo declarou a 15 de maio uma epidemia de Ébola, a 17.ª neste país africano de mais de 100 milhões de habitantes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) acionou o alerta sanitário internacional dois dias depois.
Não existe vacina nem tratamento homologado contra a Bundibugyo, a estirpe rara que está na origem da epidemia.
O epicentro situa-se numa zona isolada e afetada pelo conflito no leste da RDCongo.
Segundo a OMS, que usa os números das autoridades da RDCongo, foram registados até agora 837 casos, incluindo 196 mortes, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 24%.