O grupo parlamentar do PS/Açores disse hoje que questionou o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) sobre constrangimentos no serviço de imagiologia do hospital da ilha Terceira, por colocarem em causa o “acompanhamento clínico regular e atempado” de doentes oncológicos.
O partido referiu em comunicado que a situação no serviço de imagiologia do Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira está relacionada com atrasos na realização de mamografias e de ecografias mamárias.
A parlamentar socialista Isabel Teixeira, citada na nota, refere que foram reportados “atrasos previsíveis de cerca de seis meses na realização destes exames, alegadamente motivados pela avaria do equipamento de mamografia e pela insuficiência de recursos humanos naquele serviço hospitalar”.
Para Isabel Teixeira, “não é aceitável que doentes em seguimento oncológico compareçam a consultas hospitalares sem terem realizado previamente os exames prescritos, essenciais para a vigilância clínica e para a deteção precoce de eventuais reaparecimentos ou alterações do estado de saúde”.
“Estamos a falar de pessoas que vivem já uma situação de enorme fragilidade, muitas vezes com ansiedade e receio quanto à evolução da sua doença. A falta de resposta atempada não representa apenas um risco clínico, tem também um impacto emocional e psicológico profundo nos doentes e nas suas famílias”, afirmou.
O grupo parlamentar do PS/Açores adianta que questionou o Governo Regional, através de requerimento, sobre os atrasos verificados na realização de mamografias e de ecografias mamárias no Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira e também sobre o estado atual do equipamento de mamografia.
O partido quer ainda saber que medidas estão previstas para suprir a falta de recursos humanos no serviço de imagiologia e quais as garantias para assegurar o acompanhamento atempado dos doentes oncológicos na região.
“Os açorianos precisam de respostas de saúde que funcionem em tempo útil, sobretudo quando está em causa o acompanhamento de doenças oncológicas”, afirma Isabel Teixeira.
Segundo a socialista, o Governo Regional “tem de explicar o que está a falhar e, acima de tudo, garantir soluções rápidas para que nenhum doente fique sem o acompanhamento de que necessita”.
O partido lembra que os utentes residentes em ilhas sem hospital “enfrentam dificuldades acrescidas” no acesso a cuidados de saúde especializados, dependendo de deslocações aéreas interilhas que são frequentemente condicionadas pelas condições meteorológicas.