O subsídio mensal fixo atribuído por cada Posto de Emergência Médica nos bombeiros será atualizado, a partir de 01 de julho, em 23%, passando de 8.760 euros para 10.800 euros, anunciou hoje a ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
“Vamos atualizar em 23% os 520 postos de emergência médica, que são quem nos garante não só a diferenciação no socorro, mas também a tal capilaridade e coesão territorial que só os bombeiros conseguem garantir”, afirmou a ministra, acrescentando que o valor passa de “8.760 euros para 10.800 euros”.
A governante falava à margem da cerimónia do Dia Nacional dos Bombeiros, em Paredes, no distrito do Porto, em que também participou o ministro da Administração Interna (MAI), Luís Neves.
De acordo com o Ministério da Saúde, num comunicado hoje divulgado, o aumento do subsídio mensal fixo atribuído por cada Posto de Emergência Médica (PEM), ao serviço do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), estará em vigor a partir de 01 de julho.
Além disso, ainda segundo a tutela, “os restantes subsídios previstos nos protocolos estabelecidos com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) serão atualizados de acordo com a inflação”.
“Se me perguntam se é suficiente, eu diria que é aquilo que este ano conseguimos, mas não vamos desistir com o financiamento disponível para o INEM, não vamos desistir porque é uma prioridade para nós chegarmos ao fim da legislatura o mais longe que pudermos”, disse Ana Paula Martins.
Salientando que os “bombeiros sempre estiveram disponíveis para ter contratos cada vez com mais rigor”, a ministra assegurou ainda que, “tal como eles não abandonam o país e as populações [...], o Governo também tem os bombeiros nas prioridades”.
O INEM paga aos bombeiros e à Cruz Vermelha Portuguesa um subsídio mensal fixo por cada ambulância de socorro, integrada SIEM, ao qual é acrescido uma taxa variável consoante os quilómetros efetuados nos serviços.
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), António Nunes, contactado pela Lusa, não quis alongar-se em comentários, tendo em conta que ainda não teve conhecimento oficial da proposta do Governo.
“Enquanto não virmos proposta por completo não podemos dizer se concordamos ou discordamos”, afirmou.
António Nunes recordou que a tabela de pagamentos “não inclui apenas o subsídio mensal fixo”, mas também por exemplo, prémios de saída.
“Os valores referenciados são sempre inferiores aos que propusemos e solicitámos que fossem atribuídos”, disse.
O Ministério da Saúde recorda, no comunicado hoje divulgado, que os corpos de bombeiros asseguram “cerca de 90% da resposta operacional em emergência médica pré-hospitalar e no socorro às populações”.
Segundo a tutela, atualmente, o INEM dispõe de 520 Postos de Emergência Médica em funcionamento, integrados em corpos de bombeiros e também em estruturas da Cruz Vermelha Portuguesa.