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Reavaliação do preço do novo hospital da Madeira concluída em duas semanas - Albuquerque

Lusa
27-05-2026 12:52h

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou hoje que a avaliação técnica para voltar a lançar o concurso para a última fase do novo hospital da região, que ficou deserto, deve estar concluída em duas semanas.

“Penso que dentro de duas semanas teremos essa avaliação técnica feita e depois vamos iniciar o processo de concurso internacional”, disse o governante, à margem de uma visita a uma empresa, no Funchal, reagindo a uma notícia hoje divulgada pelo Diário de Notícias da Madeira que aponta que o custo total do novo hospital, que inicialmente era estimado em cerca de 350 milhões de euros, poderá ser próximo dos mil milhões de euros.

Na sexta-feira, o executivo regional (PSD/CD-PP) indicou que o concurso público para a terceira e última fase da obra, com o preço base de 265 milhões de euros, ficou deserto, pois nenhum dos cinco agrupamentos convidados a apresentar proposta respondeu positivamente ao convite efetuado.

O concurso para esta fase abrange as infraestruturas gerais, acabamentos e instalações técnicas.

“Estamos a fazer uma avaliação técnica da estimativa e da subida desses custos de mão-de-obra e dos materiais, mas nada indica que vá para mil milhões de euros. Vai haver subida, mas não posso dizer neste momento”, declarou Miguel Albuquerque, perspetivando que esse valor esteja apurado em cerca de duas semanas.

O governante social-democrata reafirmou que os preços de construção subiram e que esta terceira fase da obra é “muito mais técnica” e “muito mais complexa”, abrangendo um “conjunto de materiais muito díspares”.

Localizado nos arredores da cidade do Funchal, em Santa Quitéria, o Hospital Central e Universitário da Madeira ocupa uma área de aproximadamente 171.318 metros quadrados e terá cerca de 600 camas, um heliporto e cerca de 1.200 lugares de estacionamento.

Quando começou a ser construído, o Governo Regional estimava que estaria concluído em 2027, mas, entretanto, alterou a previsão para a entrada em funcionamento apenas no final de 2029.

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