O concurso público para a terceira e última fase da obra de construção do Hospital Central e Universitário da Madeira ficou deserto, anunciou hoje o Governo Regional.
Em comunicado, a Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas indica que “nenhum dos cinco agrupamentos convidados a apresentar proposta respondeu positivamente ao convite efetuado”.
A tutela assegura que “já está a analisar os motivos invocados pelos concorrentes para a não submissão de propostas de forma a definir os termos em que deverá ser lançado um novo procedimento”.
A terceira e última fase da empreitada tem o preço base de 265 milhões de euros e abrange as infraestruturas gerais, acabamentos e instalações técnicas da futura unidade hospitalar.
Em fevereiro, o executivo madeirense apurou cinco agrupamentos de empresas, num total de seis, envolvendo 15 firmas, que disputaram o concurso limitado por qualificação prévia para a terceira fase da empreitada, e estabeleceu a data-limite de 29 de abril para apresentação de propostas.
O prazo foi depois prorrogado até 21 de maio, quinta-feira, na sequência de vários pedidos de esclarecimento apresentados pelos agrupamentos concorrentes.
O novo hospital da Madeira representará um investimento superior aos 350 milhões de euros inicialmente previstos, contando com comparticipação em 50% do Estado Português, que em 2018 declarou o empreendimento como projeto de interesse comum.
Localizado nos arredores do Funchal, em Santa Quitéria, o Hospital Central e Universitário da Madeira ocupa uma área de aproximadamente 171.318 metros quadrados e terá cerca de 600 camas, um heliporto e cerca de 1.200 lugares de estacionamento.
Quando começou a ser construído, o Governo Regional (PSD/CDS-PP) estimava que estaria concluído em 2027, mas, entretanto, alterou a previsão para a entrada em funcionamento apenas no final de 2029.