Pelo menos sete profissionais de saúde ficaram hoje feridos num ataque israelita nas imediações do Hospital Governamental de Tebnine, no sul do Líbano, que também sofreu danos materiais significativos.
O bombardeamento causou danos tanto na parte exterior do edifício, desde o pátio até às ambulâncias ali estacionadas, como em vários departamentos internos, espalhados por todos os pisos do hospital, adiantou o Ministério da Saúde Pública do Líbano em comunicado.
Entre outras áreas danificadas estavam a urgência, a unidade de quimioterapia, o bloco operatório, os quartos dos doentes, a área de ressonância magnética, a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), as salas de espera e até os alojamentos da equipa.
Segundo as autoridades libanesas, além dos sete funcionários do hospital, o ataque feriu ainda outras duas pessoas, que não foram identificadas.
"Este ataque é, sem dúvida, mais um episódio na série de agressões que o inimigo israelita insiste em cometer, num flagrante desrespeito pelo direito internacional humanitário. Através desta violência contínua, reafirma que apenas compreende a linguagem da agressão", sublinhou o Ministério da Saúde.
Na semana passada, três paramédicos foram mortos num ataque israelita às instalações de uma organização humanitária no sul do Líbano, onde um atentado bombista ocorrido no mesmo dia destruiu um centro médico e feriu seis profissionais de saúde.
O Líbano foi arrastado pelo Hezbollah para a guerra desencadeada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra o irão, ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.
Israel respondeu com bombardeamentos intensivos no Líbano e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.
Desde 02 de março, mais de três mil pessoas foram mortas, segundo o Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que provocaram também acima de um milhão de deslocados.
As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra de Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e que foi interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.
Os Estados Unidos estão a mediar desde o mês passado negociações de paz entre o Líbano e Israel, que não têm relações diplomáticas, durante um cessar-fogo acordado pelos dois lados mas que não é reconhecido pelo Hezbollah.
Apesar da trégua, os ataques e confrontos entre Israel e as milícias do grupo xiita prosseguem.