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Marrocos oferece à Guiné-Bissau mais três máquinas de hemodiálise

Lusa
11-05-2026 17:36h

O ministro da Saúde do Governo de transição guineense anunciou hoje a receção de mais três máquinas de hemodiálise oferecidas por Marrocos para o primeiro e único centro de tratamento de doenças renais no país.

Quinhin Na Ntote fez o anúncio aos jornalistas guineenses à margem de uma visita que o primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, efetuou hoje ao centro de hemodiálise, instalado no Hospital Simão Mendes.

O centro, que até aqui funcionava com cinco máquinas de diálise, foi instalado por Marrocos, em 2025, a pedido do então presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, tendo entrado em funcionamento no mês de fevereiro do mesmo ano.

“O centro de hemodiálise funciona há mais de um ano, através de um apoio do Reino Marrocos à presidência da República da Guiné-Bissau (…). Hoje vamos receber mais três máquinas para reforçar as cinco que já cá tínhamos, totalizando oito máquinas”, enfatizou o ministro.

Quinhin Na Ntote destacou que Marrocos apoia a Guiné-Bissau desde a abertura do centro com uma equipa técnica e ainda com ‘kits’ de materiais utilizados nos tratamentos. Um contentor foi descarregado hoje no centro com materiais que, segundo o ministro, vão dar para utilizar durante três a quatro meses.

Segundo o ministro, o Governo do país também tem adquirido alguns materiais e consumíveis para o centro através de encomendas no Senegal.

A abertura do centro de hemodiálise gerou uma polémica entre a Liga Guineense dos Direitos Humanos e o Governo, que acusou o líder daquela organização não governamental, o jurista Bubacar Turé, de denúncia caluniosa.

O ativista foi ouvido no Ministério Público no mês de abril de 2025, na sequência da sua afirmação, segundo a qual doentes em tratamento no centro de hemodiálise de Bissau teriam morrido em consequência de alegada "falta de preparação da equipa médica".

A Liga denunciou, na altura, que a residência de Bubacar Turé, em Bissau, teria sido vandalizada por homens armados e que o ativista esteve escondido no interior do país, com receios pela sua vida, até se apresentar ao Ministério Público, dias depois.

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos foi ouvido nos autos em abril, na qualidade de declarante, e no mês de julho o Ministério Público arquivou o processo, por falta de elementos probatórios da denúncia.

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