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Zimbabué regista cerca do dobro de casos e mortes por malária face a 2025

Lusa
24-04-2026 16:42h

O Zimbabué registou até abril praticamente o dobro dos casos e mortes por malária comparativamente ao período homólogo de 2025, comunicou hoje a organização Save the Children, que lamenta o retrocesso dos progressos conquistados.

Segundo os dados comunicados pela Organização Não-Governamental (ONG), esta nação vizinha de Moçambique registou, ao longo do ano, 65.399 casos (quase o dobro face aos 36.421 registados em 2025 durante o mesmo período) e 174 mortes (quando em 2025, durante a mesma altura, foram 85).

"Os progressos arduamente conquistados para a eliminação da malária no Zimbabué estão a sofrer um retrocesso após cortes na ajuda externa, com o aumento súbito de casos de malária e mortes em todo o país", afirmou a Save the Children, na véspera do Dia Mundial da Malária.

Em contrapartida, entre janeiro e abril de 2024 - antes dos cortes na ajuda internacional - o Zimbabué teve apenas cerca de 17.000 casos e 34 mortes, o que representa sensivelmente metade dos casos e mortes reportados no mesmo período em 2025, após os cortes globais na ajuda, principalmente por parte dos Estados Unidos da América, lamentou.

Consequentemente, passou a haver escassez de redes mosquiteiras tratadas com inseticida, atrasos nas operações de controlo de vetores e um enfraquecimento da vigilância da doença, com as chuvas intensas e os padrões climáticos flutuantes a promoverem ainda mais a propagação da doença, relatou.

A malária continua a ser a principal causa de morte de crianças com mais de 1 mês de idade a nível global (17%), referiu, sendo que a maioria das mortes ocorre em áreas endémicas da África Subsariana, de acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado no mês passado, concluiu.

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