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Epidemia de cólera em Moçambique em queda com 8.600 casos desde setembro

LUSA
18-04-2026 07:17h

Moçambique registou 100 casos de cólera na última semana, ultrapassando 8.600 infetados na atual epidemia, desde setembro, mas a abrandar e sem mortos há mais de um mês, segundo dados da Direção Nacional de Saúde Pública (DNSP).

No boletim mais recente da DNSP sobre a evolução da doença, com dados de 03 de setembro a 15 de abril, um acumulado de 8.606 casos neste período, 3.797 dos quais registados na província de Nampula, com um total de 39 mortos, e 2.853 em Tete, com 32 óbitos, além de 1.074 em Cabo Delgado, onde foram registados oito mortos.

No relatório, indica-se ainda o registo de 137 casos e um morto na província da Zambézia, 185 casos e dois mortos em Manica, 557 casos e um morto em Sofala, dois casos entre a cidade e a província de Maputo e um na província de Gaza.

Nas 24 horas anteriores ao fecho do boletim (15 de abril) foram confirmados 19 novos casos – cerca de 100 infetados na última semana -, com a taxa de letalidade geral em Moçambique a manter-se em 1% e com 28 pessoas internadas, não havendo registo de óbitos desde final de fevereiro.

Entre o final de fevereiro e o início de março, as autoridades de saúde moçambicanas chegaram a registar diariamente mais de 100 novos infetados, com surtos ativos em cerca de 25 distritos do país, indicadores que estão em queda nas últimas semanas, associado ao fim da época das chuvosa (outubro a abril).

No surto anterior, entre 17 de outubro de 2024 e 20 de julho de 2025, foram registados 4.420 infetados, dos quais 3.590 em Nampula, e um total de 64 mortos, pelo que o atual já supera o número de doentes e de óbitos em menos tempo.

As autoridades moçambicanas administram uma segunda dose de vacina contra a cólera a 3,5 milhões de pessoas em nove distritos das províncias de Sofala e Tete (centro), Nampula e Cabo Delgado (norte), entre 03 e 09 de abril, segundo dados anteriores do Governo.

A escolha destas províncias prende-se com o objetivo de conter a progressão da doença, após registo de casos nestas regiões desde o início do ano.

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