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Ministra da Saúde espera previsibilidade e segurança com urgência regional da Península de Setúbal

LUSA
25-03-2026 18:48h

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse hoje esperar previsibilidade e segurança com a abertura, em 15 de abril, da urgência regional de Ginecologia e Obstetrícia da Península de Setúbal.

“Nós esperamos que mude muita coisa, esperamos que haja previsibilidade, segurança”, afirmou Ana Paula Martins aos jornalistas, em Fátima, onde inaugurou a requalificação do centro de saúde local.

O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) anunciou hoje que a urgência regional de Ginecologia e Obstetrícia da Península de Setúbal vai começar a funcionar a partir do dia 15 de abril e explicou que a urgência regional centralizada vai funcionar em dois polos, um no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e um outro no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

Ana Paula Martins adiantou nas declarações em Fátima que “a Península de Setúbal há muitos anos que tem dificuldades, têm vindo a acentuar-se, acentuaram-se muito no ano de 2024”, dando como exemplo que “a unidade do Barreiro, apesar do enorme esforço das suas equipas (…), durante dois anos teve um ano inteiro fechada”, se for feita a soma dos dias em que esteve fechada.

“Quando digo fechado, é fechado para a porta aberta, porque lá dentro os profissionais estiveram sempre a acompanhar os partos que ali são feitos, os partos programados, as senhoras que têm gravidezes de risco e que estão internadas”, declarou.

A ministra garantiu que “todo o trabalho que ali é feito” vai continuar a ser feito, frisando que “não houve nenhum encerramento de coisa nenhuma e, muito menos, de nenhuma maternidade”.

“O que vai haver a partir de 15 de abril, [parte de] uma decisão de natureza clínica e organizativa de partilhar recursos e, dessa forma, concentrá-los, para haver mais segurança para as mulheres, mais previsibilidade e num hospital, que é um hospital de nível 2, é um hospital de apoio perinatal, sobretudo também para situações mais complexas, nomeadamente o caso da prematuridade”, esclareceu.

Segundo a governante, “é preciso haver equipas que tenham um número suficiente” de profissionais de diversas especialidades, como anestesia ou neonatologia, “para poder manter a urgência aberta 24 sobre 24 horas”.

“Estas equipas têm de estar, efetivamente, reforçadas e é isso que nós pretendemos para dar melhor serviço às nossas grávidas”, garantiu.

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